A Polícia Civil de São Paulo localizou nesta sexta-feira (10) uma fábrica clandestina de bebidas alcoólicas em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O imóvel, segundo os investigadores, era o ponto de produção das garrafas adulteradas com metanol que causaram a morte de duas pessoas na capital paulista.
De acordo com as apurações, os responsáveis pela fábrica compravam etanol em postos de combustíveis e o misturavam às bebidas, especialmente vodcas. As análises apontaram que o material usado continha metanol, substância altamente tóxica, imprópria para consumo humano e frequentemente associada a casos graves de intoxicação e cegueira.
A descoberta ocorreu durante investigações sobre duas mortes registradas na Zona Leste de São Paulo. As vítimas haviam ingerido uma bebida servida em um bar da Mooca. No local, os agentes apreenderam nove garrafas uma de gim e oito de vodka. Exames periciais detectaram metanol em oito delas, com concentração entre 14,6% e 45,1%.
Após rastrear a origem das bebidas, os investigadores chegaram à fábrica em São Bernardo. Com mandados de busca e apreensão, a equipe desmantelou o espaço e prendeu em flagrante a proprietária, que será indiciada por falsificação, corrupção ou adulteração de substâncias alimentícias. A pena prevista para o crime é de quatro a oito anos de reclusão, além de multa.
As autoridades suspeitam que o esquema abastecia bares e comércios em diferentes regiões da Grande São Paulo. O objetivo agora é identificar os demais envolvidos e mapear os pontos de venda. O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que também analisa amostras recolhidas em outros estabelecimentos.