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Líder de comunidade é acusado de tortura e exploração em rituais macabros
Inquérito acusa líder de curandeirismo e desvio de verbas de adeptos e ofensas aos fiéis
11/10/2025 19h39
Por: Ma Brito - Redação
Foto-Reprodução: Google-Imagens

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) finalizou o relatório parcial da investigação contra o líder religioso Adir Aliatti, de 69 anos, conhecido como "Prem Milan", que chefiava a comunidade Osho Rachana, entre Viamão e Porto Alegre. Segundo o inquérito, Aliatti contava com a colaboração de dois de seus familiares para realizar uma série de abusos e crimes. As atividades eram disfarçadas como rituais espirituais e terapias.

As denúncias de ex-integrantes revelaram um padrão de exploração, que incluía tortura psicológica, manipulação emocional, isolamento social, humilhações públicas e até trabalhos forçados. A delegada Jeiselaure de Souza afirmou que o grupo exigia "doações forçadas" e cursos com altos valores, prometendo cura espiritual, ao mesmo tempo em que aplicava métodos terapêuticos não reconhecidos, incluindo a prática de atos discriminatórios e de coerção com motivação sexual. A investigação aponta que dezenas de pessoas vulneráveis foram vítimas, com muitas delas apresentando sequelas permanentes.

Diante do cenário, os três investigados foram indiciados por uma extensa lista de delitos, incluindo associação criminosa, tortura psicológica, estelionato e redução a condição análoga à de escravo. Os líderes são acusados, ainda, de desviar milhões de reais obtidos com cursos e imersões para a compra de bens e imóveis pessoais. A "Operação Namastê" seguirá com desdobramentos, a fim de aprofundar a análise da estrutura criminosa e identificar outros indivíduos envolvidos.