A família de Preta Gil entrou com uma ação judicial contra o padre Danilo César, da Paróquia São José, localizada em Campina Grande (PB), pedindo uma indenização de R$ 370 mil por danos morais. O processo, movido na Justiça do Rio de Janeiro, acusa o sacerdote de racismo religioso e intolerância, em razão de declarações feitas durante uma homilia transmitida ao vivo nas redes sociais. As informações são do jornal O Globo.
De acordo com a ação, o episódio ocorreu poucos dias após a morte da cantora, em julho deste ano. Durante a celebração, o padre teria se referido às religiões afro-brasileiras praticadas por Preta e por seu pai, Gilberto Gil como “forças ocultas”. Em outro momento, fez insinuações sobre a fé da artista e do músico baiano, sugerindo que os orixás não teriam poder para “ressuscitá-la”.
⛪ ðˆðð“ðŽð‹ð„ð‘Âðð‚ðˆð€ ð‘ð„ð‹ðˆð†ðˆðŽð’ð€ | Padre critica religião de Preta Gil e debocha de fé da artista: "Cadê esses orixás que não salvaram Preta Gil?"
— Agenda do Poder (@agendadopoder) July 30, 2025
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A família entendeu que o discurso foi ofensivo, discriminatório e atentou contra a liberdade religiosa, direito garantido pela Constituição Federal. “As declarações ultrapassaram qualquer limite de opinião pessoal e se transformaram em um ataque público à memória e à crença de uma pessoa que sempre pregou respeito e diversidade”, afirmam os advogados que representam os herdeiros no processo.
Entre os autores da ação estão Gilberto Gil, a esposa Flora Gil, os irmãos de Preta Nara, Marília, Bela, Maria, Bem e José e o filho da cantora, Francisco Gil. Eles pedem que o padre seja condenado ao pagamento de indenização por danos morais coletivos à família e que seja obrigado a se retratar publicamente.
O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, especialmente entre fãs e admiradores de Preta Gil, que consideram as falas do religioso desrespeitosas. Grupos ligados ao movimento negro e a entidades de defesa da liberdade religiosa também manifestaram apoio à família, destacando a importância de combater discursos de intolerância, sobretudo em espaços de fé. Até o momento, o padre Danilo César não se pronunciou sobre o processo. A ação segue em análise na Justiça fluminense.