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Família de Preta Gil processa padre por racismo religioso
Ação foi movida no Rio de Janeiro após declarações feitas em missa transmitida ao vivo; padre teria ofendido a fé da cantora e de Gilberto Gil ao se referir às religiões afro-brasileiras como “forças ocultas”
13/10/2025 11h09
Por: Natália Raquel
Montagem de Preta Gil e Padre. Foto: Reprodução/X

A família de Preta Gil entrou com uma ação judicial contra o padre Danilo César, da Paróquia São José, localizada em Campina Grande (PB), pedindo uma indenização de R$ 370 mil por danos morais. O processo, movido na Justiça do Rio de Janeiro, acusa o sacerdote de racismo religioso e intolerância, em razão de declarações feitas durante uma homilia transmitida ao vivo nas redes sociais. As informações são do jornal O Globo.

De acordo com a ação, o episódio ocorreu poucos dias após a morte da cantora, em julho deste ano. Durante a celebração, o padre teria se referido às religiões afro-brasileiras praticadas por Preta e por seu pai, Gilberto Gil  como “forças ocultas”. Em outro momento, fez insinuações sobre a fé da artista e do músico baiano, sugerindo que os orixás não teriam poder para “ressuscitá-la”.

⛪ 𝐈𝐍𝐓𝐎𝐋𝐄𝐑Â𝐍𝐂𝐈𝐀 𝐑𝐄𝐋𝐈𝐆𝐈𝐎𝐒𝐀 | Padre critica religião de Preta Gil e debocha de fé da artista: "Cadê esses orixás que não salvaram Preta Gil?"

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— Agenda do Poder (@agendadopoder) July 30, 2025

 

 

A família entendeu que o discurso foi ofensivo, discriminatório e atentou contra a liberdade religiosa, direito garantido pela Constituição Federal. “As declarações ultrapassaram qualquer limite de opinião pessoal e se transformaram em um ataque público à memória e à crença de uma pessoa que sempre pregou respeito e diversidade”, afirmam os advogados que representam os herdeiros no processo.

Entre os autores da ação estão Gilberto Gil, a esposa Flora Gil, os irmãos de Preta  Nara, Marília, Bela, Maria, Bem e José  e o filho da cantora, Francisco Gil. Eles pedem que o padre seja condenado ao pagamento de indenização por danos morais coletivos à família e que seja obrigado a se retratar publicamente.

O caso gerou grande repercussão nas redes sociais, especialmente entre fãs e admiradores de Preta Gil, que consideram as falas do religioso desrespeitosas. Grupos ligados ao movimento negro e a entidades de defesa da liberdade religiosa também manifestaram apoio à família, destacando a importância de combater discursos de intolerância, sobretudo em espaços de fé. Até o momento, o padre Danilo César não se pronunciou sobre o processo. A ação segue em análise na Justiça fluminense.