Durante uma entrevista recente sobre o longa "O Agente Secreto", o ator Wagner Moura voltou a gerar polêmica ao defender o investimento de R$ 7,5 milhões feito pelo Governo Lula na produção. O filme, dirigido por Kleber Mendonça Filho, recebeu o valor via Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), da Ancine, em 2024.
No vídeo que circula nas redes, Moura comenta o aporte e afirma que “é importante viver em um país em que o presidente gosta de cultura”. A declaração irritou parte do público e acabou virando alvo de críticas de figuras políticas.
O deputado federal e ex-secretário de Cultura, Mario Frias, repostou o trecho em seu perfil com a legenda: “Isso explica muita coisa.” A publicação viralizou rapidamente e gerou uma enxurrada de comentários indignados.
Entre as respostas, o deputado Eduardo Bolsonaro também se manifestou: “É muito bonito. Com 7,5 milhões do nosso dinheiro, ele realmente deve estar achando lindíssimo.”
Nos comentários, um internauta resumiu o sentimento de muitos seguidores e recebeu mais de 8 mil curtidas ao ironizar: “Não é cultura, é tráfico de influência.”
Ver essa foto no InstagramUma publicação compartilhada por Mario Frias 🇧🇷 (@mariofriasoficial)
Apesar da associação imediata à polêmica lei, é importante destacar que o financiamento do filme não teve ligação com a Lei Rouanet, pois esta só contempla curtas e médias-metragens – e não longas.
O longa, cotado para o Oscar de 2026, teve orçamento total de R$ 27,1 milhões, sendo financiado também por empresas privadas e coprodutores internacionais da França, Alemanha e Holanda. Mesmo assim, o financiamento público segue sendo o principal motivo de revolta entre críticos do atual governo.