Notícias UM RESPIRO DE PAZ
Donald Trump em sua primeira declaração após fim da guerra em Gaza: “É o fim de uma era de terror e morte”
Presidente americano discursou no parlamento israelense nesta segunda-feira (13)
13/10/2025 12h11
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Presidente Donald Trump - Reprodução: REUTERS/Nathan Howard

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, proferiu um discurso na assembleia legislativa de Israel (o Knesset), nesta segunda-feira (13), asseverando que a soltura dos derradeiros prisioneiros israelenses ainda vivos, sob custódia do grupo extremista islâmico palestino Hamas, e o fim das hostilidades na Faixa de Gaza representam "o fim de uma era de terror e morte".

O político republicano iniciou sua fala celebrando o momento: "Depois de dois anos terríveis na escuridão, 20 reféns estão voltando para os braços de suas famílias, é um dia glorioso. Outros 28 entes queridos vão voltar para descansar no seu solo sagrado. Depois de tantos anos de guerra, as armas estão silenciosas e o sol está nascendo numa região de paz, uma região que vai viver, se Deus quiser, em paz por toda a eternidade".

"Não é apenas o fim de uma guerra, é o fim de uma era de terror e morte, o início de uma era de fé e esperança. É o início de uma uma longa harmonia para Israel e todas as nações, uma região que vai ser magnífica. Acredito muito nisso. É um novo Oriente Médio que está nascendo", complementou o antigo chefe de Estado.

O líder político foi aclamado de pé ao se dirigir aos membros do Parlamento israelense, sustentando que a cessação do conflito entre a nação hebraica e o Hamas favorece a estabilidade no Oriente Médio.

Durante sua manifestação, o estadista também expressou seu apreço ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu: "Quero expressar a minha gratidão para um homem de muita coragem, que fez muito para tornar esse momento possível. Ele não é facil de negociar, mas é isso que o faz grande. Muito obrigado pelo grande trabalho".

Interrupção por Parlamentares

O discurso de Trump foi interrompida por dois deputados árabes. Ayman Odeh e Ofer Cassif, da coligação de esquerda Frente Democrática pela Paz e Igualdade (Hadash), exibiram cartazes com a palavra "genocida" enquanto o político americano falava e foram retirados à força do Knesset.

Os demais legisladores aplaudiram a exclusão dos dois colegas, e o orador republicano retomou o pronunciamento classificando a intervenção das forças de segurança como "muito eficiente". A paralisação durou cerca de um minuto.

Em seguida, presidente dos EUA salientou que esse é um "amanhecer histórico de um novo Oriente Médio" e agradeceu também às nações árabes que auxiliaram nas tratativas. Para ele, o esforço conjunto representa um "triunfo incrível".

O ex-dirigente americano ainda afirmou que "esse pesadelo longo e doloroso está finalmente terminado". "É um momento muito bonito para Israel e para todo o Oriente Médio, porque em todo o Oriente Médio, as forças do caos, do terror, de ruína, que ditaram o ritmo da região, agora estão isoladas e totalmente vencidas."

O republicano declarou que, a partir de agora, é "hora de concentrar em construir". "Não queremos ver Israel destruído. E o foco das pessoas de Gaza deve ser restabelecer os fundamentos da dignidade. Do movimento econômico. Para que eles possam ter uma vida melhor que as crianças merecem. Depois de décadas de horror. Eu quero ser um parceiro nesse esforço. No sentido de que nós vamos ajudar."

Nova Prioridade: Ucrânia

De acordo com o chefe de Estado, oito conflitos foram resolvidos em oito meses, e este foi rápido. "Ontem eu dizia sete, agora eu digo oito guerras, porque os reféns estão de volta".

Posteriormente, o proponente disse que, agora, é preciso "acabar com a guerra na Ucrânia". "Vamos primeiro acabar com essa guerra. Nós vamos conseguir fazer isso."

O Retorno dos Prisioneiros

O grupo fundamentalista Hamas liberou os 20 últimos capturados israelenses vivos nesta segunda-feira (13), sob um acordo de trégua intermediado pelos Estados Unidos, um passo significativo para concluir dois anos de um devastador conflito em Gaza, ao passo que o ex-presidente Donald Trump anunciava o "amanhecer histórico de um novo Oriente Médio".

As Forças de Defesa Israelenses (IDF) informaram ter recebido todos os prisioneiros confirmados com vida após a sua transferência de Gaza pela Cruz Vermelha, o que desencadeou aclamações, abraços e lágrimas entre as milhares de pessoas que aguardavam na "Praça dos Reféns" em Tel Aviv.

Ônibus transportando detidos palestinos soltos das cadeias israelenses, como parte do pacto, também chegaram ao enclave, segundo informou à agência Reuters uma autoridade envolvida na operação.

O representante do Partido Republicano viajou para o Estado judeu tanto para se manifestar na assembleia israelense quanto para se encontrar com parentes dos cativos, que foram resgatados nesta manhã após mais de dois anos de embate.

O Futuro do Território Palestino

A soltura dos israelenses e dos presos palestinos constitui um componente crucial da primeira etapa do acordo de cessar-fogo firmado na semana anterior no balneário egípcio de Sharm el-Sheikh.

Mais de 20 líderes globais farão uma avaliação das próximas etapas do plano de 20 pontos de Trump, que visa assegurar uma paz permanente após dois anos de guerra, iniciada com o assalto do Hamas em 7 de outubro de 2023, que vitimou cerca de 1,2 mil indivíduos e resultou no sequestro de 251 pessoas.

Desde então, bombardeamentos aéreos, disparos de artilharia e incursões terrestres blindadas israelenses causaram ampla destruição em Gaza, resultando na morte de mais de 67 mil palestinos, conforme as autoridades sanitárias do território, e provocando uma catástrofe humanitária.