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Preso pela Polícia Federal, Buzeira presenteou Neymar com colar de R$ 2 milhões
Criador de conteúdo foi detido em operação que investiga esquema internacional de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas.
14/10/2025 12h21 Atualizada há 11 meses
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Foto: redes sociais

Preso nesta terça-feira (14), o influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, mais conhecido como Buzeira, voltou aos holofotes em poucas horas, desta vez, por um motivo nada glamuroso. O criador de conteúdo, que em dezembro de 2023 presenteou Neymar Jr. com um colar avaliado em R$ 2 milhões durante o cruzeiro Ney em Alto Mar, foi detido pela Polícia Federal na Operação Narco Bet.

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“Presente do 00 para o 00 chefe. Falem bem ou fale mal, ninguém é igual. Neymar tem que respeitar”, escreveu Buzeira na época, ao mostrar o luxuoso mimo nas redes sociais. O influenciador também declarou:

Foi nessa hora que eu resolvi presentear um cara que é minha maior referência, dei minha corrente em forma de medalha. Aonde esse cara chegou, poucos vão chegar. Aprendi que ele não é uma estrela, é um ‘et’. Não foi à toa que ele foi escolhido. Diferente dos iguais, muito gente fina.

A prisão de Buzeira faz parte de uma ofensiva da PF para desarticular um esquema milionário de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico internacional de drogas. A ação é um desdobramento da Operação Narco Vela, que apura o envio de grandes carregamentos de cocaína para a Europa via transporte marítimo.

De acordo com as investigações, o grupo criminoso movimentava altas quantias em criptomoedas, remessas internacionais e empresas de fachada, com o objetivo de mascarar a origem dos lucros do tráfico. Parte dos valores era direcionada a empresas de apostas eletrônicas, conhecidas como bets, usadas para dar aparência de legalidade ao dinheiro.

A operação teve ainda cooperação internacional com a polícia da Alemanha, que cumpriu um mandado de prisão contra um dos principais articuladores financeiros do esquema. A PF afirma que o grupo operava em múltiplas camadas financeiras e com alcance transnacional, dificultando o rastreamento dos recursos ilícitos.

Os investigados podem responder por lavagem de dinheiro e associação criminosa, com aumento de pena pela atuação fora do território nacional. Até o momento, a PF não revelou quais plataformas de apostas estão sob investigação, mas há indícios de que algumas atuavam legalmente no Brasil com licenças obtidas no exterior.