Na madrugada desta quinta-feira (16/10), Gracyanne Barbosa e a irmã foram vítimas de um assalto na Barra da Tijuca (RJ). A modelo falou pela primeira vez sobre o ocorrido, descrevendo momentos de angústia e dor. Segundo ela, o crime ocorreu enquanto retornavam de um ensaio na quadra da União da Ilha do Governador, próximo a um posto de gasolina na Avenida Embaixador Abelardo Bueno, nas proximidades do Parque Olímpico.
“Foi um susto enorme”, afirmou Gracyanne ao Portal Leo Dias. Ela relatou que, ao abrir a porta do carro, um criminoso armado entrou junto com a irmã e colocou uma arma contra sua cabeça. “Ele me jogou para o outro lado, puxou meu cabelo e forçou que eu saísse do veículo”, contou. Gracyanne disse ainda que, por estar com uma lesão recente no tendão (contrário à participação no Dança dos Famosos), teve dificuldade de se movimentar, o que aumentou o risco da ação. “A dor foi horrível”, completou. Os criminosos levaram o carro dela e também os celulares dela e da irmã. Até o momento, não há informações sobre recuperação do veículo nem sobre a identificação dos autores.
🚨Gracyanne Barbosa é Vítima de Assalto na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro pic.twitter.com/9YD466666I
— Gordo Fofoqueiro (@gordofofoqueiro) October 16, 2025
A modelo estava acompanhada da irmã no momento do assalto. Ambas deixavam o local do ensaio, pouco antes da madrugada, quando decidiram abastecer ou parar no posto momento em que foram surpreendidas. A ação envolveu três assaltantes armados, conforme relato de Gracyanne. Ela afirmou que o assaltante usou força física, puxando seu cabelo e empurrando-a para fora do veículo. Por conta da lesão no joelho, ela não conseguiu sair rapidamente o que agravou o constrangimento e a dor.
Apesar da gravidade da situação, Gracyanne reforçou que o mais importante naquele instante era que ambos saíssem vivos e bem. “Graças a Deus conseguimos sair. O mais importante é que estamos bem”, disse a modelo.
O episódio de Gracyanne acende alerta para uma realidade cotidiana no Rio de Janeiro: a vulnerabilidade a assaltos mesmo em áreas urbanas relativamente movimentadas.
De acordo com o ISP (Instituto de Segurança Pública), o estado do Rio registrou 922.734 ocorrências em 2024 — um aumento de 13,2% em relação ao ano anterior. Embora os casos de roubos de veículos tenham tido queda de 24 % em abril de 2025 comparado a abril de 2024, registrando o menor índice para aquele mês desde 2011, outros tipos de crimes patrimoniais, como roubos de celulares, vêm apresentando elevação.
O ISP também registrou queda no indicador de letalidade violenta (homicídios, latrocínios e mortes provocadas por intervenção policial). Em maio de 2024, foram 351 mortes redução de 7% em relação ao mesmo mês de 2023. No entanto, esse recuo nos crimes contra a vida não se reflete na sensação de segurança, em especial nos delitos contra o patrimônio.
Outra fonte de alerta é um mapa interativo elaborado por pesquisadores, com base em dados públicos, que revela quais regiões do Rio têm maiores índices de roubos. Bairros da Zona Norte, como Penha, Olaria e Bonsucesso, lideram em número absoluto de ocorrências. Em Bonsucesso, foram mais de 3 mil casos registrados apenas em 2024 o risco lá é cerca de seis vezes maior que em Copacabana.
Esse cenário revela contradição entre as estatísticas positivas em alguns indicadores e a vivência cotidiana de insegurança. Enquanto os crimes letais recuam, os roubos simples especialmente de celulares e veículos continuam a crescer, pressionando moradores e visitantes a viverem com receio constante.
Diante do episódio com Gracyanne, espera-se que as autoridades fluminenses acelerem investigações, localizem os veículos e identifiquem os criminosos. Também é necessário reforçar o policiamento ostensivo em vias urbanas e promover políticas preventivas de iluminação, monitoramento por câmeras e patrulhamento inteligente.
É urgente que os dados positivos como a queda na letalidade violenta se transformem em ações concretas que devolvam ao cidadão a sensação de segurança. Que episódios como o deste não se tornem mera estatística, mas catalisadores para mudanças reais na política de segurança pública do Rio.