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Lula revela se será candidato em 2026 e critica direita em evento | Você acredita na reeleição dele?
Durante discurso no 16º Congresso do PCdoB, presidente apontou crescimento da extrema direita no mundo, criticou Bolsonaro e destacou trajetória de integração na América do Sul
17/10/2025 11h04 Atualizada há 11 meses
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Reprodução: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aproveitou a 16ª Assembleia do PCdoB, que ocorreu na noite de quinta-feira (16), para dissertar sobre o panorama político mundial e manifestar críticas à ascensão da direita radical. Durante o encontro, ele rememorou de forma laudatória antigos governantes de nações sul-americanas, tais como Evo Morales e Hugo Chávez.

“Qual é a tarefa que nós, militantes de esquerda, temos que fazer? Porque se a gente não discutir isso, não descobre por que a extrema direita cresceu tanto no mundo e os setores progressistas diminuíram”, declarou o presidente, enfatizando a urgência de uma introspecção sobre as falhas e negligências do segmento progressista.

Lula dirigiu-se especificamente ao antecessor, Jair Bolsonaro, taxando-o de “figura politicamente grotesca”. “Como é que se explica uma figura politicamente grotesca como o Bolsonaro virar presidente da República desse país?”, indagou, estabelecendo uma analogia com outros nomes conservadores eleitos em países tanto na América do Sul quanto na Europa.

O Presidente mencionou, adicionalmente, personalidades políticas com quem colaborou, a exemplo de Michelle Bachelet e Ricardo Lagos, no Chile; Cristina Kirchner, na Argentina; Tabaré Vázquez e Pepe Mujica, no Uruguai; Fernando Lugo, no Paraguai; Hugo Chávez, na Venezuela; e Evo Morales, na Bolívia. Lula salientou que esse intervalo temporal foi crucial para a formação da Unasul, considerada a etapa mais favorável de coesão da região sul-americana nos últimos cinco séculos.

O comandante do Poder Executivo também tocou em assuntos da política interna, atrelando sua eventual participação no próximo sufrágio presidencial, em 2026, à sua condição física. “Eu, possivelmente, serei candidato a presidente outra vez, se eu estiver com saúde. Mas, vou ser candidato para o quê? Para continuar falando de Bolsa Família, Luz para Todos? Eu preciso pensar em um país maior”, ponderou.

O dirigente encerrou seu pronunciamento reforçando que a vindoura disputa eleitoral será caracterizada pelo embate entre a direita extremista e a esquerda, realçando a relevância de readquirir a confiança popular e de fortalecer iniciativas socioeconômicas que tragam benefícios para o Brasil.