O presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, comunicou nesta sexta-feira (17) a designação de Jorge Messias para a posição de membro do Supremo Tribunal Federal (STF). A deliberação tem como finalidade ocupar o posto vago pela saída precoce do ministro Luís Roberto Barroso, que se desligou da Alta Corte aos 67 anos de idade, apesar de ter a prerrogativa de permanecer no cargo até os 75.
Messias, de 45 anos, é procurador da Fazenda Nacional desde 2007 e, na presente data, exerce a função de Advogado-Geral da União (AGU). Seu percurso profissional inclui experiências no Banco Central, BNDES, Ministério da Ciência e Tecnologia e na Casa Civil durante o mandato de Dilma Rousseff. Além disso, atuou como consultor parlamentar do senador Jaques Wagner e encabeçou a lista sêxtupla para o cargo de AGU, recebendo a maior quantidade de votos de seus colegas.
A seleção de Messias acontece em um contexto de discordâncias internas. Embora setores do STF e do Congresso tenham sugerido outros nomes, o presidente escolheu um profissional de sua estrita confiança, em sintonia com os objetivos políticos de sua administração. A indicação de Messias demonstra, ainda, uma tática para intensificar o relacionamento com o grupo evangélico do parlamento, um estrato com o qual o indicado possui proximidade religiosa.
A efetivação da nomeação passará por uma rodada de questionamentos no Senado, fase indispensável para a aprovação do escolhido. Se obtiver o aval legislativo, Messias ocupará a cadeira no STF, carregando consigo uma trajetória repleta de relevantes vivências no âmbito legal e da política.