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Ex-BBB Matteus Amaral é alvo de denúncia por falsidade ideológica em cotas raciais
Caso de mais de uma década, que envolve a mãe do ex-participante, foi encaminhado ao MPRS; investigação apura uso de autodeclaração racial.
18/10/2025 16h27
Por: Ma Brito - Redação
Foto-Reprodução: Redes Sociais

O ex-participante do reality show Big Brother Brasil, Matteus Amaral, novamente é alvo de questionamentos, após o Ministério Público Federal (MPF) direcionar ao Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) uma denúncia que apura suposta fraude na utilização de cotas raciais. O caso, que envolve também a mãe do ex-BBB, Luciene Amaral, remete a um episódio de mais de uma década.

A denúncia refere-se ao uso da autodeclaração como pessoa negra para garantir o ingresso no Instituto Federal Farroupilha (IFFar). Embora o fato tenha ocorrido há mais de dez anos, ganhou significativa repercussão após a ascensão de Matteus a figura pública com sua participação no programa da TV Globo.

O MPF informou que a investigação envolvendo o ex-BBB foi transferida ao órgão estadual, pois Matteus era menor de idade no período da inscrição. Já o caso de Luciene Amaral, que também utilizou o mesmo critério racial para cursar agroindústria, permanece sob apuração direta do MPF. A denúncia foi apresentada por um ativista de direitos humanos, que solicitou a averiguação de possível crime de falsidade ideológica, conforme previsto no Código Penal Brasileiro. O Ministério Público Federal enfatizou que a fiscalização das autodeclarações raciais segue critérios legais e pode resultar em penalidades caso irregularidades sejam comprovadas.

Em resposta ao questionamento da imprensa, a defesa de Matteus Amaral declarou que, até o momento, não foi notificada sobre novas medidas formais ou desdobramentos relacionados ao caso. Segundo os advogados, não há confirmação de qualquer procedimento adicional envolvendo o ex-participante ou seus familiares. Enquanto o MPRS analisa os próximos passos da investigação, o episódio reacende o debate público acerca da fiscalização das políticas de cotas raciais no ensino público e a necessidade de garantir sua aplicação justa e transparente.