A Netflix divulgou na última sexta-feira(17) o trailer do documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, que reacende a memória de um dos crimes mais chocantes da história recente brasileira.
O filme aborda o sequestro e o trágico assassinato de Eloá Pimentel, de 15 anos, por seu ex-namorado em 2008, um evento que foi televisionado em tempo real e amplamente criticado pela postura da imprensa. Imediatamente após a liberação do trailer, a apresentadora Sônia Abrão se tornou o centro de intensos comentários nas redes sociais.
A reação negativa do público se deve ao fato de que, na época do sequestro, o programa da apresentadora transmitiu as negociações entre a polícia e o criminoso, sendo amplamente acusada de sensacionalismo e de atrapalhar a operação policial.
A indignação dos internautas é expressa por meio de comentários que responsabilizam a cobertura midiática pelo desfecho fatal da adolescente. Críticas como "A Sônia Abrão livre e continuando como apresentadora até hoje mostra como falhamos quanto sociedade" e "Se não fossem os jornalistas desnecessários em cima, hoje ela estaria viva" circularam amplamente, demonstrando que o trauma social do caso ainda é latente.
O documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, que promete recontar essa tragédia televisionada, tem estreia marcada para o dia 12 de novembro na plataforma de streaming, e a expectativa é que o debate sobre a ética jornalística e o sensacionalismo se intensifique.