O salário mínimo de 2025 foi confirmado em R$ 1.518, representando um aumento de R$ 106 em relação ao valor do último ano, que era de R$ 1.412. O reajuste faz parte da política de valorização do governo federal, mas, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), ainda está longe do ideal.
De acordo com o levantamento do Dieese, em setembro de 2025, o valor mínimo necessário para garantir o sustento de uma família brasileira deveria ser de R$ 7.075,83. O cálculo considera o custo da Cesta Básica de Alimentos e outras despesas essenciais, comparando mês a mês quanto é o salário mínimo e quanto ele deveria ser para atender plenamente às necessidades básicas.
No início do ano, o mesmo estudo apontava que o valor necessário seria de R$ 7.156,15, o que reforça que, mesmo com o aumento anunciado, o poder de compra do trabalhador ainda é limitado frente ao custo de vida atual.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2026, propondo um novo reajuste para R$ 1.631. O aumento, de 7,44% em relação ao valor atual, é ligeiramente superior ao que havia sido previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que estimava R$ 1.630.
A medida segue a política de valorização do salário mínimo, um dos compromissos centrais do atual governo. O objetivo é promover reajustes reais, ou seja, aumentos acima da inflação, fortalecendo o poder de compra das famílias e impulsionando o consumo interno.
Essa política combina a variação da inflação do ano anterior com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes. Assim, o novo valor começa a valer a partir de 1º de janeiro de 2026, refletindo o desempenho econômico recente do país e o compromisso de Lula em recuperar o poder aquisitivo da população trabalhadora.