Os herdeiros, Roger Felipe Naumtchyk Moreira e Rodrigo Radenzev Simões Moreira, entraram com um pedido de abertura de inquérito policial junto ao Ministério Público do Rio de Janeiro contra Fátima Sampaio. A alegação central é de suspeitas de ocultação de bens e enriquecimento ilícito, com estimativas de peritos apontando que o valor do patrimônio desviado poderia ultrapassar os R$ 100 milhões.
Entre as acusações mais recentes, os filhos apontam movimentações financeiras suspeitas, com a alegação de que a viúva, suas irmãs e a contadora teriam se aproveitado da idade avançada e fragilidade de Cid Moreira para administrar os bens de forma irregular. Há também suspeitas sobre a venda de 11 imóveis do jornalista a preços considerados muito abaixo do valor de mercado ("a preço de banana").
Procurada pela imprensa, Maria de Fátima Sampaio Moreira se pronunciou, afirmando estar em luto e ressaltando que as acusações repetidas pelos filhos já foram objeto de apuração anterior pelo Ministério Público.
Em nota divulgada por sua equipe jurídica, a defesa da viúva negou veementemente as acusações, classificando-as como "completamente alheias à realidade, baseadas apenas em suposições e distorções que não correspondem ao verdadeiro patrimônio do falecido"
O foco principal do conflito tem sido o testamento deixado pelo jornalista, que deserdou os filhos e nomeou Maria de Fátima como única herdeira universal e inventariante. Os filhos contestam a validade deste documento, chegando a apresentar perícia que aponta indícios de "grafismo senil" nas assinaturas de Cid, sugerindo que ele não tinha plena capacidade no momento da assinatura.