Notícias Partiu pro ataque!
Após publicação de condenação, Flavio Bolsonaro sobe o tom contra Moraes: “Transformou o Brasil numa várzea”
Senador reagiu à publicação do acórdão do STF sobre o julgamento do núcleo golpista que envolve Jair Bolsonaro e aliados; entenda
22/10/2025 13h27
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Fotos: Reprodução

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a publicação do acórdão referente ao julgamento do núcleo 1 da trama golpista, que inclui o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em publicação no X, nesta quarta-feira (22), o parlamentar afirmou que Moraes “transformou o Brasil numa várzea jurídica”.

Na postagem, o filho mais velho do ex-presidente compartilhou uma matéria do portal Metrópoles que trazia uma fala de Moraes sobre a Justiça Eleitoral. Ele provocou seus seguidores ao pedir que comentassem “em qual artigo do Código Penal está o tipo ‘ataque a urnas eletrônicas’”.

Flávio também acusou o magistrado de agir com apoio dos demais ministros do Supremo, ironizando: “E contou com a obediência dos coleguinhas da Turma”, escreveu o senador.

Alguém pode escrever aqui nos comentários em qual artigo do Código Penal está o tipo “ataque a urnas eletrônicas”?

Alexandre de Moraes transformou o Brasil numa várzea jurídica. E os coleguinhas de Turma obedecendo, já que os alvos são Bolsonaro e qualquer um em seu entorno. pic.twitter.com/hNZPeZhBb5

— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) October 22, 2025

O acórdão, documento que formaliza os votos dos ministros, foi publicado nesta manhã e possui 1.991 páginas. O prazo máximo para sua divulgação era de 60 dias após o fim do julgamento, que ocorreu em 11 de setembro.

Na ocasião, a Primeira Turma do STF condenou os réus por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Jair Bolsonaro recebeu a maior pena, enquanto o tenente-coronel Mauro Cid foi o que teve a sanção mais branda: dois anos de prisão, devido ao acordo de colaboração premiada firmado com a Justiça.