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Links maliciosos têm roubado dados de fãs de animações japonesas; saiba como se prevenir
Hackers estão se passando por sites de streaming e oferecendo episódios falsos para lesar brasileiros
22/10/2025 13h44
Por: Mateus Pereira
Foto gerada por IA

Um novo golpe digital tem preocupado os fãs de animes, além dos pais de jovens e crianças no Brasil. Criminosos estão usando nomes populares como Naruto, Demon Slayer e Attack on Titan para atrair vítimas e roubar informações pessoais. A tática inclui a divulgação de links falsos prometendo episódios inéditos, trailers exclusivos ou conteúdos “vazados” das séries mais amadas pelo público infantojuvenil.

Segundo a empresa de segurança Kaspersky, mais de 250 mil ataques disfarçados como animes foram identificados entre abril de 2024 e março de 2025 apenas no Brasil. Naruto lidera o ranking com 114 mil tentativas, seguido de Demon Slayer, com 44 mil, e Attack on Titan, com 39 mil. O aumento nos golpes coincidiu com o lançamento do novo filme da franquia Demon Slayer, usado como isca por criminosos.

Os ataques funcionam de forma simples. Os golpistas espalham links falsos por redes sociais, e-mails e grupos de fãs. Ao clicar, o usuário é levado a um site que imita uma plataforma legítima, como Crunchyroll ou Netflix. Lá, é induzido a baixar arquivos com extensões como “.exe” ou “.msi” - que, em vez de vídeo, instalam malwares capazes de roubar senhas, dados bancários e até fotos pessoais.

Outra tática comum é o phishing. Nesse tipo de fraude, os criminosos criam páginas falsas que reproduzem a identidade visual de serviços de streaming, pedindo login e senha. Sem perceber, a vítima acaba entregando suas credenciais diretamente aos golpistas.

Fãs de animes não são o único alvo

O relatório da Kaspersky também mostra que as grandes plataformas de streaming viraram alvos frequentes. Entre abril de 2024 e março de 2025, foram registradas 96 mil tentativas de ataque usando nomes como Netflix, Amazon Prime Video e Disney+. Só o nome da Netflix foi explorado em mais de 85 mil ataques, com 2,8 milhões de páginas falsas criadas para enganar usuários.

As iscas mais comuns prometem “avaliações gratuitas”, “redefinição de senha” ou avisos falsos sobre expiração de assinatura. Especialistas alertam que o público deve sempre desconfiar de links recebidos por mensagens e verificar se o endereço do site é oficial antes de inserir qualquer dado.