O órgão de acusação italiano manifestou-se de forma favorável à extradição da deputada federal licenciada, Carla Zambelli (PL-SP), que se encontra reclusa na capital, Roma, desde o mês de julho de 2025. A Procuradoria-Geral da República (AGU) comunicou que está monitorando a tramitação junto aos agentes públicos da Itália, com o propósito de garantir a execução das determinações judiciais emitidas no Brasil.
Zambelli foi sentenciada a uma pena de dez anos de reclusão por envolvimento em acessos não autorizados a sistemas informatizados do Conselho Nacional de Justiça e declaração ideologicamente falsa. Soma-se a isso, uma condenação de cinco anos e três meses por posse irregular de armamento e coação ilícita, incluindo uma sanção pecuniária de R$ 2 milhões e a cassação do seu mandato representativo. Após o veredito condenatório, a parlamentar empreendeu fuga para a Itália, onde posteriormente foi detida.
Com a opinião do Ministério Público da nação europeia, o expediente avança para o exame da Corte de Apelação de Roma, a qual remeterá a resolução derradeira ao Ministério da Justiça italiano, a entidade incumbida de aprovar ou rejeitar a extradição. Os advogados de Zambelli contestam o trâmite, sustentando que a obtenção da manifestação pela AGU foi prematura e que o feito possui cunho político.