A novela “Rainha da Sucata”, um dos maiores sucessos da TV Globo, retorna às telas no “Vale a Pena Ver de Novo” a partir de 3 de novembro, substituindo “A Viagem”.
Escrita por Silvio de Abreu e exibida originalmente em 1990, a trama estrelada por Regina Duarte, Tony Ramos e Glória Menezes marcou época ao misturar drama, humor e crítica social, retratando com ironia o Brasil da virada econômica e o choque entre o luxo e a simplicidade.
Antes de sua reestreia, o público pode relembrar cinco curiosidades que ajudaram a construir o sucesso e a duradoura popularidade dessa obra que, 35 anos depois, continua atual. O portal Felipeh Campos separou cinco curiosidades que mostram bastidores e momentos marcantes de “Rainha da Sucata”, um clássico que marcou gerações.
Silvio de Abreu escreveu a história em apenas um mês, a pedido de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho (Boni), então superintendente da Globo. O autor recebeu a missão de criar uma novela das 19h com ritmo e linguagem de novela das 20h, unindo humor, crítica social e o retrato da ascensão dos “novos ricos” no país.
Durante o Plano Collor, em 1990, o bloqueio das contas bancárias levou o autor a reescrever cerca de 30 capítulos para refletir o momento político e econômico do país. A protagonista, Maria do Carmo (Regina Duarte), escapou da crise ao investir em construção civil, uma adaptação que manteve o enredo coerente com a realidade.
Para interpretar Adriana Ross, a “bailarina da coxa grossa”, Claudia Raia precisou ganhar 10 quilos por exigência do papel. No decorrer da novela, o autor criou cenas bem-humoradas sobre a personagem tentando emagrecer, reforçando o tom leve e cômico da trama.
“Rainha da Sucata” foi a primeira novela das 20h ambientada em São Paulo, quebrando a tradição de produções centradas no Rio de Janeiro. A trama explorou o universo urbano, corporativo e popular da capital paulista, retratando o contraste entre os antigos e os novos ricos da cidade.
A vilã Laurinha Figueroa (Glória Menezes) protagonizou um dos desfechos mais lembrados da teledramaturgia brasileira: o suicídio ao se jogar do prédio da Sucata. Para a gravação, foi usado um boneco com o mesmo peso da atriz, garantindo um efeito realista e impactante para a cena final.
Com enredo ousado, personagens marcantes e um olhar crítico sobre o comportamento social dos anos 1990, “Rainha da Sucata” retorna à TV com a mesma força de sua estreia, prometendo conquistar novos telespectadores e reacender a nostalgia de quem viveu o auge da novela.