A menos de um ano das eleições, o cenário para a disputa presidencial de 2026 começa a ganhar contornos mais definidos. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já sinalizou sua intenção de concorrer a um novo mandato, nomes da oposição buscam consolidar suas bases, com governadores e figuras públicas já declarando ou sendo cotadas para a disputa.
Com a polarização política ainda em alta, três nomes já se posicionaram publicamente como pré-candidatos: o atual presidente Lula (PT), o ex-presidenciável Cabo Daciolo (Sem partido) e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que tem acelerado movimentos para se apresentar como alternativa.
O lado da direita e centro-direita é onde o tabuleiro mais se movimenta. Embora o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) permaneça como uma figura de peso, sua inelegibilidade o força a buscar um sucessor.
O nome mais forte entre os governadores é Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo. Contudo, os filhos do ex-presidente representam uma força política com base fiel. O deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL) é um dos mais citados nesse círculo. Sua candidatura, ou a de outros familiares, seria uma maneira de manter o sobrenome na disputa, mesmo que isso signifique fragmentar o apoio que Tarcísio busca consolidar.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) também é uma variável importante, embora tenha manifestado preferência pelo Senado, sua capacidade de mobilização a mantém no debate presidencial como um potencial nome de última hora.
Outros governadores, como Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, também são constantemente citados em grupos de pressão por uma frente ampla de oposição.
Uma figura que atrai a atenção é a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). Embora tenha sido apontada como possível substituta de Bolsonaro, ela tem externado preferência por uma vaga no Senado pelo Distrito Federal, mas sua força eleitoral, especialmente entre o eleitorado feminino conservador, a mantém no radar presidencial.
No campo dos candidatos que correm "por fora" ou que buscam capitalizar o descontentamento com os dois blocos principais, o cenário inclui:
Enquanto o atual presidente Lula tem a vantagem da máquina e do tempo para consolidar sua base, os pré-candidatos da oposição correm contra o relógio para estabelecerem nomes reconhecíveis e viáveis para as urnas.