Uma história chocante aconteceu na cidade de Salvador, na Bahia. Tudo começou quando uma mulher chamada Liliane Ribeiro, deu entrada na Maternidade Estadual Albert Sabin para realizar o parto de sua filha, Belle, mas saiu de lá com a criança morta. Segundo relatos de Liliane, a médica - sem nome revelado - que realizou seu parto estava usando unhas de gel bastante afiadas e durante a manobra para a retirada do bebê do vagina, acabou perfurando o pescoço da criança, fazendo com que ela não resistisse ao ferimento.
"A cabeça [da bebê] saiu um pouco, ela me falou e meu marido já tinha me confirmado. E aí ela falou ‘vou meter mão’. Meu marido falou ‘esse procedimento é errado!’. Aí ela meteu a mão na minha vagina e puxou a minha filha, meu marido viu que tinha alguma coisa de errado”, iniciou Liliane.
Em seguida, ela conta que a médica pediu ajuda para a equipe e terminou de puxar o bebê. “Foi quando eu suspendi [o corpo] e vi a luva dela rasgada. A luva dela estava rasgada! A unha dela estava enorme, parecia aquela unha de gel, uma unha bonita, mas eu não sabia que a unha dela tinha perfurado o pescocinho da minha bebê”, lamentou.
Ela jogou a minha filha e saiu correndo. Os técnicos pegaram minha filha e botaram em cima de uma mesa para fazer a reanimação”, disse. Segundo Liliane, o hospital alegou que a criança nasceu morta, mas a mãe afirma que sentiu o bebê se mexer momentos antes.
Ainda em relato, Liliane contou que sofreu maus tratos verbais e psicológicos por parte da equipe médica. Eles instruíram a moça de forma grosseira ao pedirem que ela fizesse força para a retirada da criança, caso contrário, ela seria “rasgada até o talo”. Outro médico também pediu para que ela “parasse de presepada”.
A família então registrou o caso na delegacia como violência obstétrica e solicitou uma necropsia no Instituto Médico Legal (IML) para esclarecer a causa da morte da bebê. A polícia segue investigando o caso com perícia e coleta de depoimentos.
A Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab) se manifestou sobre o ocorrido e informou que abriu uma sindicância para apurar o caso. Apesar da “profunda consternação”, o órgão garantiu que os profissionais da maternidade são treinados para prestar atendimento respeitoso e afirmou que as instalações passaram por melhorias para garantir um cuidado de qualidade.