Nesta segunda-feira (3), uma aclamada telenovela retorna à tela da televisão: "Rainha da sucata". A produção, veiculada originalmente no horário nobre em 1990, ocupará o espaço de "A viagem" na sessão "Vale a pena ver de novo". Durante esta semana, ambos os títulos dividirão a faixa vespertina da Globo, mas em breve, a narrativa concebida por Silvio de Abreu terá sua exibição consolidada.
O enredo se passa na cidade de São Paulo e constrói um contraste social entre a recém-rica Maria do Carmo (interpretada por Regina Duarte) e a socialite decadente Laurinha Figueroa (vivida por Glória Menezes). A primeira ascende socialmente graças aos empreendimentos de seu genitor, o comerciante de ferro-velho Onofre (Lima Duarte), transformando-se em uma grande empresária. Mesmo abastada, ela preserva sua simplicidade. Já Laurinha é uma figura de destaque na alta sociedade, tendo nascido em berço de ouro. Contudo, agora enfrenta a ruína financeira.
No passado, Maria do Carmo sofreu desprezo e humilhação por parte de seu objeto de afeição, Edu Figueroa (Tony Ramos) — que é enteado de Laurinha. Posteriormente, ao obter riqueza, a protagonista oferece ao jovem um acordo matrimonial para resgatar sua família da bancarrota. O homem concorda com o pacto. No entanto, quando a personagem de Regina se muda para a residência dos Figueroa, sua vida se transforma em um pesadelo.
Isso ocorre porque Laurinha, a antagonista da trama, é obcecada pelo seu enteado e emprega todos os meios para conquistá-lo. A personagem possui uma diferença de idade significativa em relação ao seu esposo, Betinho (Paulo Gracindo). Sofisticada, ela não mede esforços ou escrúpulos para alcançar seus objetivos.
Além de padecer nas mãos de Laurinha, Maria do Carmo ainda assiste seus negócios serem prejudicados devido ao malfeitor e corrupto Renato Maia (Daniel Filho), que se fez passar por um administrador de sua confiança.
À margem do drama central, destaca-se a figura de Aracy Balabanian, Dona Armênia, que popularizou um bordão icônico na novela: "Na chon". Ela é uma mãe controladora de seus três filhos, Geraldo (Marcello Novaes), Gerson (Gerson Brenner) e Gino (Jandir Ferrari), a quem se refere, com um sotaque carregado, como “minhas filhinhas”.
A matriarca mesclava o idioma armênio com o português em uma pronúncia peculiar e marcante. Ela era proprietária de uma escola de paraquedismo e de um terreno na Avenida Paulista, local onde se ergueu um edifício comercial. É nesse prédio que se localiza a companhia de Maria do Carmo. Dona Armênia vive ameaçando a empresária, afirmando que fará o edifício implodir e jogá-lo "na chon".