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Lula se manifesta sobre morte de viúva de Carlos Mariguella: “O Brasil perde uma mulher extraordinária”
Ativista de esquerda e viúva de Carlos Marighella, Clara Charf faleceu aos 100 anos nesta segunda-feira (3)
03/11/2025 13h10 Atualizada há 10 meses
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Lula e Clara Charf - Reprodução: Acervo CSBH/FPA

O chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), expressou profunda tristeza pelo falecimento de Clara Charf, importante figura da esquerda e cônjuge do guerrilheiro Carlos Marighella, falecido em 1969.

Em uma mensagem divulgada na rede social X (anteriormente Twitter), o político descreveu a militante como "corajosa, generosa, combativa e de grande maturidade política". Ele relembrou a marcante trajetória de Clara, que chegou a um século de vida e morreu nesta segunda-feira (3).

“Clara Charf nos deixou hoje, aos 100 anos de idade. Com seu falecimento, o Brasil perde uma mulher extraordinária. E eu perco uma companheira de muitas caminhadas”, publicou o presidente.

“Corajosa, generosa, combativa e de grande maturidade política, Clara viveu o exílio, enfrentou a ditadura e defendeu incessantemente a democracia. Atravessou seu século de vida com uma flexibilidade bonita de quem sabia compreender o novo sem abandonar seus princípios, de quem olhava o mundo com lucidez e coração aberto”, continuou o líder do executivo.

A senhora Charf deu início à sua jornada de ativismo em 1946, com 21 anos, ao aderir ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). Durante o regime militar, após o homicídio de Marighella em 1969, ela foi forçada a se exilar do território nacional, radicando-se em Cuba. Ao retornar ao país, dez anos mais tarde, contribuiu para a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) e se filiou à agremiação.

Em seu comunicado, Lula recordou ter compartilhado a convivência com Clara por mais de quatro décadas. “Aprendi muito com ela sobre política, solidariedade, resistência e humanidade. E hoje me despeço dela com carinho, respeito e gratidão a essa grande brasileira que tanto fez pelo nosso país e por todos nós que tivemos a sorte de tê-la por perto”, concluiu o presidente.

Outras personalidades políticas e integrantes do PT também têm se manifestado hoje. O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) a classificou como "histórica militante das lutas democráticas e sociais do nosso país" e declarou que ela "deixa um legado de resistência, coragem e esperança que continuará inspirando gerações".