O apresentador Luciano Huck se tornou o epicentro de uma nova e intensa controvérsia nacional após seu discurso de encerramento no "Domingão com Huck" deste domingo (02), onde abordou a megaoperação policial no Complexo da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. Ao lamentar o alto número de mortos na ação, Huck levantou a questão da ineficácia de um modelo de segurança pública "repetido há décadas" e destacou que, por trás do número, "tem 120 mães que enterraram seus filhos".
A fala, vista por muitos como "humanista", foi rapidamente rebatida com veemência por personalidades como o jornalista Felipeh Campos, que publicou um texto duro nas redes sociais, acusando o apresentador de "relativizar" a violência e de classificar criminosos como "vítimas".
A CANCELA de Felipeh Campos, que viralizou nas redes, ecoa o sentimento da grade parcela da população que defende a rigidez máxima no combate ao crime. O texto de Campos questiona a solidariedade de Huck com as "vítimas" da operação, citando o fato de que a maioria dos mortos identificados tinha passagens pela polícia e muitos eram foragidos.
"Desculpe, mas não dá pra defender esse tipo de discurso. Vítimas não são os criminosos, Luciano. Vítimas somos nós, cidadãos de bem, que saímos todos os dias para trabalhar..." rebateu.
Campos contrapõe a realidade de Huck que já foi vítima de assalto e vive sob segurança privada com a de cidadãos comuns, que podem ter a vida ceifada por "um celular, um relógio ou um carro", reforçando a máxima de que "bandido é bandido, e não vítima."