A divulgação dos perfis das vítimas da Operação Contenção, realizada na última terça-feira (28) nos Complexos do Alemão e da Penha, expôs novos detalhes sobre a ação que terminou com 117 mortos. Um relatório preliminar da Ouvidoria Geral da Defensoria Pública indica que 17 dessas vítimas não possuíam qualquer histórico criminal registrado.
O balanço oficial da Polícia Civil do Rio de Janeiro descreve um cenário de grande complexidade. A corporação afirma que a maioria dos mortos, cerca de 97 pessoas, tinha “históricos criminais relevantes” e que 59 estavam com mandados de prisão em aberto. No entanto, o fato de 17 vítimas não apresentarem antecedentes levantou questionamentos sobre os critérios de abordagem, embora perfis em redes sociais de parte dos mortos contenham indícios de ligação com o tráfico.
Os dados também mostram a atuação interestadual do crime organizado na capital fluminense. Segundo o levantamento, 54% dos identificados o equivalente a 62 pessoas vieram de outros estados, com maior concentração de suspeitos oriundos do Pará, Bahia e Amazonas. Mesmo após a operação de grande porte, o principal alvo da ação, o traficante conhecido como Doca, apontado como líder do Comando Vermelho, continua foragido.