O lançamento da série "Tremembé", que retrata as relações entre presidiários condenados por crimes de grande repercussão, tornou-se um sucesso instantâneo, mas reacendeu feridas profundas em quem teve a vida marcada pelos fatos retratados. É o caso de Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, assassinada pelo pai e pela madrasta em 2008.
Em suas redes sociais, Ana Carolina, que hoje é vereadora e dedica sua vida pública à proteção de crianças, explicou aos seguidores a decisão de não assistir à produção da plataforma de streaming. Questionada em uma caixa de perguntas no Instagram se já havia assistido a "Tremembé", Ana Carolina foi direta e sincera ao justificar sua escolha: preservar a própria saúde mental.
"Independente de qualquer coisa, de eu falar abertamente sobre a minha história, de eu conversar aqui com vocês sobre a minha filha... e também independente da série ser uma ficção, é a história da minha vida, né? A história que fez parte da minha vida. E eu não sei se eu tenho necessidade de me aprofundar mesmo sendo uma ficção, necessidade de assistir."
A mãe de Isabella deixou claro que, embora acompanhe a repercussão e reconheça o sucesso da produção, expor-se novamente a "gatilhos" e revisitar a história em tanta profundidade não é uma opção para o seu bem-estar emocional.