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Após megaoperação, Lula quer “quebrar a espinha dorsal do tráfico de drogas e do crime organizado”
Presidente ressaltou necessidade de mirar nos 'cabeças do crime', depois de classificar megaoperação como 'desastrosa'
05/11/2025 12h36
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Reprodução: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou uma nova manifestação na plataforma X (anteriormente conhecida como Twitter), na tarde desta terça-feira (4), abordando o enfrentamento à criminalidade organizada no Brasil. A publicação surgiu horas depois de o político ter classificado como “desastrosa” a Operação Contenção, deflagrada na semana passada, no Rio de Janeiro.

Foco na Desarticulação do Crime

O líder máximo do Executivo asseverou que sua administração trabalha para “quebrar a espinha dorsal do tráfico de drogas e do crime organizado”, dando relevo às forças de inteligência e segurança. O destaque recaiu sobre as apurações destinadas a derrubar os “cabeças do crime”.

Novas Ações de Segurança Pública

Lula celebrou a instauração de um novo sistema de inteligência na região Norte do país, ocorrida em setembro.

“Inauguramos em Manaus o Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia (CCPI) — iniciativa inédita entre nove países da Pan-Amazônia e nove estados brasileiros, para combater tráfico, garimpo ilegal e crimes ambientais”, celebrou.

Ademais, na sexta-feira (31) passada, o presidente chancelou o Projeto de Lei Antifacção, uma medida concebida para tentar sufocar o crime organizado. A legislação concentra-se primariamente no aumento das sanções para aqueles que se filiam ou participam de atividades de grupos criminosos, e também na criação de mecanismos investigativos inéditos.

“Essas medidas completam o ciclo da segurança: investigação mais eficaz, integração institucional e base legal sólida — uma combinação que consolida o enfrentamento ao crime no Brasil”, complementou o mandatário.

Crítica à Operação no Rio

Nesta mesma terça-feira, em entrevistas concedidas às agências Associated Press e Reuters, em Belém (PA), Lula criticou a Operação Contenção, que culminou em 121 falecimentos na Zona Norte da capital fluminense, incluindo a morte de quatro policiais. Ele sustentou que a ação foi “desastrosa do ponto de vista da atuação do Estado”.

O presidente enfatizou que o elevado número de vítimas fatais representa uma grave falha na política de segurança pública.

“Do ponto de vista da quantidade de mortes, as pessoas podem considerar um sucesso. Mas do ponto de vista da ação do Estado, eu acho que ela foi desastrosa”, declarou.