Outrora considerado um dos melhores goleiros do Brasil, Bruno Fernandes de Souza viu sua carreira desabar após ser condenado por orquestrar o assassinato da ex-namorada, Eliza Samudio. Depois de cumprir seis anos e sete meses de prisão, o ex-jogador conseguiu liberdade condicional em 2017 e tentou retomar a vida nos gramados.
Sem espaço em clubes grandes, Bruno precisou recorrer ao futebol de várzea. Agora, aos 40 anos, o ex-ídolo do Flamengo volta aos holofotes com o interesse do Capixaba Futebol Clube, de Vila Valério, no Espírito Santo. Embora o contrato ainda não tenha sido assinado, a tendência é que ele integre o elenco do time no Campeonato Estadual de 2026.
A notícia dividiu opiniões entre torcedores e dirigentes. Parte do público se mostrou contrária à contratação, mas a diretoria do clube defende a ideia de que o esporte pode servir como ferramenta de transformação social e que todos merecem uma segunda chance. Além de Bruno, o Capixaba também negocia com o atacante Jô, ex-Corinthians, e o meia Bernardo, ex-Vasco.
O último clube defendido por Bruno foi o Atlético Carioca, onde disputou nove partidas e chegou a marcar um gol em 2023. Em sua carreira, soma seis títulos e passagens por times como Atlético Mineiro, Flamengo, Boa Esporte, Rio Branco-AC e Búzios.
Em março de 2013, a Justiça condenou Bruno a 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado - motivo torpe, asfixia e uso de meio que dificultou a defesa da vítima. Além disso, ele recebeu 3 anos e 3 meses em regime aberto por sequestro e cárcere privado do filho Bruninho, e mais 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver.
Apesar das investigações, o corpo de Eliza Samudio nunca foi encontrado. As autoridades se basearam nos depoimentos dos envolvidos, que apontaram Bruno como o mandante do crime. Outros réus também foram condenados: Marcos Aparecido dos Santos, o “Bola”, a 34 anos, e Luiz Henrique Ferreira Romão a 15 anos de prisão.