Segundo matéria recente do Metrópoles, ministros do governo Lula demonstraram estranhamento, nos bastidores, com a prisão do ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto, realizada nesta quinta-feira (13) pela Polícia Federal, durante a nova fase da Operação Sem Desconto. A surpresa se deve ao fato de o ex-ministro da Previdência José Carlos Oliveira, apontado como figura mais influente no esquema de descontos ilegais em benefícios, ter permanecido em liberdade.
Enquanto Stefanutto foi alvo de mandado de prisão, Oliveira recebeu apenas medidas cautelares, como busca e apreensão e o uso de tornozeleira eletrônica. A operação apura fraudes no INSS que geraram prejuízos milionários aos beneficiários do instituto, conforme revelado pelo portal Metrópoles.
Nos bastidores, aliados de Lula classificaram a decisão como “contraditória”. “À primeira vista, parece muito contraditório que Stefanutto seja preso e o José Carlos Oliveira, não. Na minha opinião, o José Carlos Oliveira é o artífice do esquema todo”, afirmou um auxiliar do presidente sob reserva, segundo o meio de comunicação.
Apesar da surpresa, integrantes do governo avaliam que o impacto político da prisão deve ser limitado. A aposta é que o Palácio do Planalto conseguirá conter a repercussão ao destacar o ressarcimento das vítimas e a punição dos responsáveis.
José Carlos é alvo da PF e usará tornozeleira
De acordo com fontes ouvidas pelo Metrópoles, o ex-ministro José Carlos Oliveira, que comandou a Previdência durante o governo Jair Bolsonaro, passará a ser monitorado por tornozeleira eletrônica após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A medida faz parte de um pacote de ações cautelares que inclui mandados de busca e apreensão em endereços ligados a Oliveira. A PF também prendeu o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto e realizou buscas na residência do deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos-MG).
Os investigados deverão passar por audiência de custódia antes de serem encaminhados ao sistema prisional.