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Escândalo do INSS: Saiba quem foi preso até o momento em novoa operação da Polícia Federal
Nova fase da operação cumpre mandados em 17 estados e mira desvios milionários em descontos ilegais de aposentadorias e pensões
13/11/2025 14h04 Atualizada há 10 meses
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Foto: Reprodução | Polícia Federal

A Polícia Federal cumpriu, nesta quinta-feira (13), nove mandados que levaram à prisão figuras importantes no esquema de descontos ilegais aplicados em aposentadorias e pensões do INSS. O caso foi revelado pelo portal Metrópoles.

A nova etapa da Operação Sem Desconto, conduzida pela PF em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), atingiu diretamente ex-gestores do Instituto e dirigentes de entidades que se beneficiavam do sistema fraudulento.

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No total, foram expedidos dez mandados de prisão preventiva, dos quais nove foram cumpridos até o momento, e 63 mandados de busca e apreensão, em 17 estados e no Distrito Federal. A coluna apurou que não estão previstas oitivas para esta quinta e que os presos devem passar por audiência de custódia e serem encaminhados ao presídio.

As investigações miram crimes como inserção de dados falsos, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Os investigados

Entre os investigados alvos de mandado de prisão estão o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto; Antônio Carlos Antunes Camilo, conhecido como “Careca do INSS”; Vinícius Ramos da Cruz, presidente do Instituto Terra e Trabalho (ITT); Tiago Abraão Ferreira Lopes, diretor da Conafer e irmão do presidente da entidade, Carlos Lopes; Cícero Marcelino de Souza Santos, empresário ligado à Conafer; Samuel Chrisostomo do Bonfim Júnior, também integrante da Conafer; André Paulo Felix Fidelis, ex-diretor de Benefícios e Relacionamento com o Cidadão do INSS; Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira, ex-procurador-geral do INSS; e Thaísa Hoffmann, esposa de Virgílio.

Como funcionava o esquema

O grupo utilizava entidades, associações e organizações parceiras do INSS para inserir, no sistema oficial, cobranças associativas não autorizadas, que eram automaticamente descontadas no pagamento de aposentados e pensionistas.

A fraude atingiu milhões de beneficiários, muitos dos quais só descobriram o golpe após notar uma redução permanente no valor recebido mensalmente.

Relatórios da CGU apontam que as entidades investigadas mantinham acordos internos que permitiam a distribuição dos valores arrecadados de forma indevida, movimentando grandes quantias sem transparência ou critério.