Notícias Relembre o caso
Policial Militar é absolvido no 'Caso Leandro Lo' e deixa presídio
Após três dias de julgamento, o policial militar deixou o presídio Romão Gomes, enquanto a família do campeão de jiu-jítsu e a promotoria anunciam que irão recorrer da decisão.
15/11/2025 16h14
Por: Ma Brito - Redação
Foto-Reprodução/Redes Sociais

O policial militar Henrique Velozo foi colocado em liberdade na madrugada deste sábado (15), conforme informações confirmadas pela Polícia Militar. A soltura ocorreu após a decisão do júri que o absolveu da acusação referente à morte do campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo. O PM deixou o Presídio Militar Romão Gomes, onde estava detido.

O Veredito de absolvição em três dias de julgamento

Após um júri que se estendeu por três dias, o policial militar foi absolvido na última sexta-feira (14), em São Paulo. O julgamento teve início na quarta-feira (12) no plenário 6 do Fórum Criminal da Barra Funda, localizado na Zona Oeste da cidade.

Os jurados do caso acataram a tese sustentada pela defesa, concluindo que o policial militar agiu em legítima defesa no episódio que resultou no óbito do atleta.

Relembrando o caso de 2022 e a detenção

O fato que levou o PM a júri popular ocorreu em 7 de agosto de 2022, em um evento sediado no Clube Sírio, no bairro de Indianápolis, Zona Sul da capital paulista. Leandro Lo perdeu a vida após ser atingido por um disparo de arma de fogo na cabeça.

Após o ocorrido, Henrique Velozo se apresentou espontaneamente à Corregedoria da Polícia Militar e permaneceu detido no Presídio Romão Gomes desde aquela data até a sua absolvição e liberação.

Apesar do veredito de absolvição, a decisão do júri não encerrou a questão para a família do atleta e para a promotoria.

Fátima Lo, mãe de Leandro, declarou ao veículo g1 que irá recorrer do resultado, pois entende que não houve o cumprimento da justiça. De maneira similar, o promotor João Carlos Calsavara classificou o julgamento como "complicado, com nulidades" e manifestou a crença de que o veredito possui fundamentos para ser anulado em instâncias superiores.