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Verbas para publicidade do governo Lula ultrapassa a de campanhas de utilidade pública; entenda
Comunicação institucional agora representa 57% do orçamento federal para publicidade, impulsionada pela chegada de Sidônio Palmeira à Secom
17/11/2025 12h34
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Reprodução: Poder360

Às portas do ano eleitoral, a administração de Lula (PT) elevou a quantia de fundos alocados para a promoção de lemas e projetos da gestão, como “Brasil Soberano” e Gás do Povo. A divulgação denominada institucional agora representa 57% da totalidade dos valores federais destinados à publicidade — os 43% remanescentes se concentram em iniciativas de interesse coletivo, como a imunização e os regulamentos do FGTS.

Essa alteração assinala uma guinada em comparação com períodos passados. Em 2015, 70% da dotação era direcionada a ações de relevância social. No último ano de Jair Bolsonaro (PL), o marketing governamental havia atingido seu pico, alcançando 50,6% da verba. Agora, em 2025, a Secom obteve um incremento superior a R$ 116 milhões, solidificando o crescimento do orçamento para comunicação institucional.

O estudo analisou R$ 1,54 bilhão reservados para as atividades de comunicação. Desse montante, R$ 661,6 milhões são para a esfera de utilidade pública — repartidos entre as pastas ministeriais — ao passo que R$ 876,8 milhões financiam unicamente a propaganda da Chefia do Poder Executivo.

A Secretaria de Comunicação (Secom) refuta qualquer emprego político das dotações e assevera que a finalidade é “garantir o acesso da população às informações sobre serviços e entregas do governo”.

O aumento coincide com a posse de Sidônio Palmeira na liderança da secretaria, que passou a investir em marketing digital, criadores de conteúdo e expansão da visibilidade nas mídias sociais. O governo planeja confeccionar cerca de 3 mil produções audiovisuais por ano para a web, abrangendo 576 com apresentadores, avaliados em R$ 12,3 milhões.

Reprodução: Siga Brasil/Senado Federal