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Moraes marca interrogatório de ex-ministro Ricardo Salles por contrabando florestal
Ex-ministro do Meio Ambiente é réu na Suprema Corte, acusado de participar de um esquema de facilitação de contrabando florestal
17/11/2025 13h12
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Ricardo Salles - Reprodução: Redes Sociais

O ministro, Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para 9 de dezembro o depoimento do congressista Ricardo Salles (Novo-SP). Esse procedimento está inserido em uma ação penal na qual o antigo ministro do Meio Ambiente é incriminado por favorecer o comércio ilegal de bens madeireiros.

Juntamente com Salles, outros indivíduos denunciados serão interrogados, com conexão ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), incluindo o ex-dirigente da entidade, Eduardo Bim. No total, 20 pessoas respondem ao processo, e elas serão ouvidas no período compreendido entre 9 e 12 de dezembro.

As tomadas de declarações das testemunhas também foram programadas, tanto aquelas arroladas pela parte acusadora quanto as apresentadas pela defesa, com datas entre os dias 1º e 5 de dezembro.

 O Caso e o Inquérito

A denúncia inicial foi protocolada em maio de 2020, por parlamentares e senadores que faziam oposição à gestão vigente na época – de Jair Bolsonaro (PL). O alicerce da acusação foram gravações feitas durante um encontro ministerial ocorrido no mês anterior.

Nessa reunião, Salles mencionou que aquele momento representava uma chance de aprovar alterações normativas de desburocratização e simplificação, visto que os meios de comunicação estavam concentrados na cobertura da Covid-19.

Os acontecimentos começaram a ser apurados pela Polícia Federal (PF) em 2021, por intermédio da Operação Akuanduba.

De acordo com o posicionamento da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o litígio, a investigação evidenciou uma articulação de funcionários comissionados do Ministério do Meio Ambiente, indicados por Salles, que alegadamente teriam trabalhado para assegurar os benefícios ilegítimos de empresas que exploram madeira.

Os acusados são suspeitos de cometer delitos como corrupção passiva, patrocínio administrativo, formação de quadrilha e auxílio ao contrabando.