Notícias Trama golpista
Núcleo dos kids pretos, que tramavam a morte de Moraes, também “pleiteava golpe de Estado”
Moraes destacou que documento elaborado por kids pretos a general tinha o objetivo de influenciar outros comandantes do Exército
18/11/2025 12h15
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Alexandre de Moraes - Reprodução: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

O ministro Alexandre de Moraes, integrante da Suprema Corte Federal (STF), declarou que a divulgação da correspondência que exercia pressão sobre o então líder máximo do Exército, General Freire Gomes, ao comunicador Paulo Figueiredo, propunha um golpe de Estado para impedir a posse do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na sessão de deliberação do terceiro grupo de réus da articulação golpista, ocorrida na manhã desta terça-feira (18), Moraes enfatizou, durante a apresentação de seu voto, que o material produzido por indivíduos ligados à inteligência militar (os chamados kids pretos) e endereçado ao General, possuía a finalidade de influenciar outros líderes militares que se mostravam resistentes à tentativa de quebra da ordem constitucional.

Conforme a avaliação do ministro, Figueiredo — que também é acusado neste processo — agiu para coagir os oficiais a aderirem ao esquema de subversão. O profissional de imprensa também recebeu denúncia formal do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet.

“O denunciado Paulo Figueiredo diz [em 28/11] que esses militares [comandantes do Nordeste, Sudeste e Sul] eram contrários a uma ação mais contundente das Forças Armadas. Oras, só existe uma ação mais contundente das Forças Armadas em uma democracia após as eleições que seja lícita: o apoio integral ao resultado das eleições. O que se pleiteava era exatamente um golpe de Estado”, frisou o juiz do Supremo.