A primeira-dama Janja da Silva veio a público defender sua atuação e estilo pessoal, declarando que não se limita ao estereótipo tradicionalmente imposto às esposas de presidentes. Em entrevista concedida nesta terça-feira (18) à CNN, ela afirmou que sua visão de mundo é "grande demais" para caber em uma "caixinha" pré-definida. Janja revelou que decidiu, há anos, não aceitar o papel passivo esperado para quem ocupa o posto, mantendo sua atuação e envolvimento em causas públicas.
"Eu acho que eu sei quando eu decidi que eu não cabia numa caixinha, que uma caixinha que sempre querem colocar uma primeira dama não é uma caixinha que eu cabia. O mundo é grande demais para uma caixinha. Acho que a minha visão de mundo é muito mais ampla do que aquela caixinha. Então eu segui fazendo o que eu fazia", declarou.
A primeira-dama fez questão de destacar que sempre recebeu apoio irrestrito do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para manter sua agenda e atuação pública. Além de sua postura, Janja citou seu trabalho ligado a grandes eventos, como a COP30, e diferenciou críticas construtivas de ataques pessoais.
"Crítica é sempre bem-vinda, a gente reflete sobre elas. Mas os ataques mostram que a sociedade precisa repensar a própria humanidade, a nossa convivência", falou a primeira-dama.