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Após ser acusado de dar calote de R$800 mil em filha, Renato Aragão se manifesta: “Era pra garantir patrimônio”
Humorista afirma que acordo foi feito com orientação do advogado de Juliana e que nunca utilizou os recursos para benefício próprio
19/11/2025 11h55 Atualizada há 9 meses
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Renato Aragão - Reprodução: Redes Sociais

Renato Aragão, aos 90 anos, emitiu um comunicado nessa terça-feira (18), após ser divulgada uma ação judicial iniciada por sua primogênita, Juliana Rangel Aragão, de 47. A filha o está processando, alegando o não pagamento de um suposto empréstimo de R$ 950 mil estabelecido entre eles em dezembro de 2018.

De acordo com a queixa, esta quantia — oriunda da comercialização de um bem imobiliário legado por Martha Rangel, mãe de Juliana — deveria ter sido restituída até 31 de dezembro de 2023.

Conforme reportado pelo portal Notícias da TV, Juliana deu entrada no processo na 43ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro. Ela sustenta que o montante foi cedido ao pai como um empréstimo. Atualmente, o débito, sem o cômputo de ajustes monetários, atingiria a cifra de R$ 872 mil.

A Versão do Humorista

Em declaração remetida ao F5, o artista consagrado como Didi, de Os Trapalhões, negou ter dado calote e asseverou que não houve empréstimo. Segundo ele, tratou-se de um acordo para gerir parte da herança da filha, sob a orientação do então defensor legal dela. O propósito, conforme o texto, era assegurar o patrimônio e uma organização financeira para que Juliana pudesse dispor dos recursos com serenidade ao longo do tempo.

“A intenção, desde o início, foi simples: garantir que seu patrimônio estivesse protegido e bem-organizado, de forma que ela pudesse utilizá-lo com tranquilidade ao longo do tempo, sempre priorizando também a segurança e o bem-estar de sua filha menor de idade”, diz o texto.

A manifestação ainda menciona que Juliana deixou a residência familiar no começo do ano sem informar seu paradeiro e que abandonou a filha menor, Júlia, sob os cuidados do avô. Desde então, segundo o texto, todas as tentativas de contato foram infrutíferas, restando apenas citações legais, mensagens com teor de chantagem e publicações virtuais “que não representam a realidade”.

Renato Aragão também fez questão de salientar que “não precisa nem precisou” do dinheiro da filha e que os valores jamais foram integrados ao seu patrimônio ou ao de sua esposa. A totalidade teria sido gerenciada exclusivamente com o intuito de proteção financeira.

A família ainda expressa inquietude com a provável intromissão de terceiros, que poderiam estar tentando se beneficiar da situação.

Relembrando Outras Alegações

O episódio remete a uma ocasião anterior, em abril, quando Juliana declarou em um podcast que seu genitor a “escondia” por ela trabalhar como motorista de aplicativo e viver uma relação homossexual. Naquele período, ela chegou a solicitar apoio monetário nas redes e organizou arrecadações online para a compra de medicamentos. Renato negou veementemente todas as insinuações:

“Juliana é minha filha tanto quanto o Paulinho, o Ricardo, o Renato Jr. e a Lívian. Nunca fiz diferença — nem pela escolha sexual dela, nem por ser adotiva. Filho é filho.”