Lula agradeceu aos Estados Unidos pela retirada da tarifa de 40% sobre parte dos produtos agrícolas brasileiros, mas afirmou que o gesto do governo de Donald Trump ainda está longe do ideal.
Não é tudo que o Brasil quer, não é tudo que o Brasil precisa, mas é importante [...] (Trump), eu vou lhe agradecer só parcialmente, vou agradecer totalmente quando tudo tiver acordado entre nós.
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O recuo dos EUA veio após a ligação entre Trump e Lula, em outubro, que abriu espaço para revisar as sanções impostas sob a justificativa de que políticas brasileiras representariam uma “ameaça incomum e extraordinária” aos interesses americanos. A decisão exclui itens como carne bovina, frutas, café, cacau e fertilizantes da taxa extra, mas mantém setores como máquinas, veículos, aço, químicos e calçados pagando a alíquota de 40%.
No vídeo gravado no Salão do Automóvel, Lula apareceu ao lado dos ministros Fernando Haddad e Geraldo Alckmin, a quem chamou de “meus negociadores com o governo americano”. Para Alckmin, a medida representa “avanços, emprego, desenvolvimento e mais comércio exterior”. Já Haddad afirmou que o diálogo presidencial fez “o bom senso prevalecer”.
O tarifaço começou em abril, quando os EUA aplicaram um aumento global de 10%, ampliado para 40% em agosto. Trump associou a decisão ao julgamento de Jair Bolsonaro no STF e disse que o Brasil não estava “sendo bom” para os americanos. Na última sexta, parte das sanções já havia sido suspensa, mas vários setores continuam taxados mesmo após o novo anúncio.
Apesar da flexibilização, o estado de emergência declarado pelos EUA continua em vigor. A Casa Branca manteve poderes para ajustar tarifas novamente caso entenda que o Brasil não está atendendo às exigências americanas, com monitoramento permanente de órgãos como Tesouro, Comércio, Segurança Interna e Conselho de Segurança Nacional.
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