O Ministério Público de São Paulo (MPSP) revelou oficialmente nesta sexta-feira (21) a motivação e o mandante por trás da execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil do estado, Ruy Ferraz Fontes, assassinado em uma emboscada brutal em Praia Grande (SP), em 15 de setembro de 2025. A acusação formalizada pelo MPSP, através da denúncia contra oito suspeitos envolvidos, atesta que o crime foi minuciosamente arquitetado e ordenado pela alta cúpula do Primeiro Comando da Capital (PCC).
As investigações revelaram que o planejamento para matar Ruy Ferraz começou meses antes da emboscada, envolvendo uma complexa logística que incluiu: definição e uso de bases de apoio estratégicas na Baixada Santista para os executores e roubo de veículos e aquisição de armamento de guerra para o ataque.
A execução não foi um ato isolado, mas sim um ato de vingança determinado pela facção criminosa, que via Ruy Ferraz Fontes como um de seus principais inimigos. O ex-delegado, que também ocupava o cargo de Secretário de Administração da Prefeitura de Praia Grande, tinha um longo histórico de combate incisivo ao crime organizado ao longo de seus mais de 40 anos de carreira.
O crime ocorreu quando o ex-delegado saía da Prefeitura de Praia Grande. Após uma perseguição em alta velocidade, o carro de Ruy Ferraz capotou, e os criminosos dispararam dezenas de tiros de fuzil, num ataque que demonstrou a força e o alto nível de organização da facção. A denúncia do MPSP formaliza, assim, a suspeita inicial da Polícia Civil sobre a autoria e motivação da execução.