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Após prisão de Bolsonaro, PF reforça defesa aérea com arma anti-drone
Presença de equipamento especializado reacende atenção sobre o monitoramento aéreo da PF
24/11/2025 14h19
Por: Mateus Pereira Fonte: Metrópoles
Fotos: Reprodução / Bruno Esaki - Metrópoles

A circulação de uma arma anti-drone na área externa da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, chamou atenção no último sábado (22), poucas horas depois de Jair Bolsonaro ser preso preventivamente. O equipamento foi registrado pelo Metrópoles, no momento em que um agente retirava o dispositivo de dentro de uma viatura oficial.

O modelo é o já conhecido DroneGun Tactical, o mesmo usado pela PF durante a posse do presidente Lula em janeiro de 2023, quando um drone sobrevoou uma área proibida e foi imediatamente neutralizado. A tecnologia também teve uso intenso na COP30, em Belém, onde a corporação montou uma estrutura robusta de defesa aérea com apoio das Forças Armadas e de órgãos estaduais.

Na conferência, o sistema era capaz de detectar aparelhos a até 10 km e derrubá-los quando se aproximavam a cerca de 2 km de áreas sensíveis. A barreira eletrônica foi espalhada por pontos estratégicos, como o Aeroporto Internacional de Belém, o Parque da Cidade e o Porto Miramar, e chegou a acompanhar deslocamentos da comitiva presidencial, criando uma espécie de “bolha móvel”.

Foto: Bruno Esaki | Metrópoles

A arma flagrada em Brasília atua do mesmo jeito: rastreia drones por frequência e ondas de rádio, intercepta o sinal e assume o controle do equipamento. Dependendo da situação, o operador pode forçar o pouso imediato ou fazer o aparelho retornar ao ponto de origem, permitindo identificar quem estava no comando.

O dispositivo pesa cerca de 7 kg, tem antenas direcionais e conta com um painel visual e sonoro para orientar a mira. Além desse equipamento, a PF também utiliza jammers, aparelhos menores que bloqueiam sinais remotos e GPS. Mesmo com alcance menor, eles ajudam a impedir sobrevoos em áreas restritas e já são usados, inclusive, em presídios paulistas para evitar que facções lancem celulares e drogas dentro das unidades.

A aparição da arma levanta uma nova camada sobre o clima de vigilância reforçada desde a prisão do ex-presidente.