A Crefisa, instituição financeira presidida por Leila Pereira, que também comanda o Palmeiras, voltou ao centro de investigações por suspeitas de cobrança de juros abusivos. Na última terça-feira (18), o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios instaurou um inquérito civil público para apurar denúncias de que o banco estaria violando o Código de Defesa do Consumidor por meio de práticas de juros considerados excessivos.
O Ministério Público determinou um prazo de 15 dias para que a instituição se posicione formalmente sobre as acusações e apresente sua defesa.
Recentemente o nome da Crefisa também ganhou destaque nos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do INSS no Congresso Nacional. A empresa foi citada como uma das instituições que supostamente adotariam práticas abusivas contra aposentados e pensionistas, o que levou à convocação de sua presidente, Leila Pereira, para prestar esclarecimentos. A Crefisa negou qualquer irregularidade. Na ocasião, a instituição afirmou que todos os contratos dependem de autorização do cliente, que a taxa proporcional de reclamações é inferior a 1% e que não houve coação para abertura de contas nem venda casada de produtos. A empresa acrescentou ainda que menos de 5% dos beneficiários optaram por abrir conta corrente na instituição.