O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, reagiu com forte indignação à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o início do cumprimento da pena do ex-presidente na Superintendência da Polícia Federal (PF). Em declaração a jornalistas no Senado nesta terça-feira (25), o parlamentar classificou a medida como "absurda" e sugeriu que há uma conspiração contra a vida de seu pai, usando o termo "força-tarefa para matar Bolsonaro".
O ministro Alexandre de Moraes determinou nesta terça-feira que o ex-presidente inicie o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses de prisão, em regime fechado, pela condenação por crimes contra a democracia. Bolsonaro já estava detido preventivamente na PF desde sábado (22).
Flávio Bolsonaro defendeu que seu pai deveria, no mínimo, ser colocado em prisão domiciliar, devido ao seu estado de saúde. "Foi um absurdo. Ele tinha que ser colocado dentro da prisão domiciliar, no mínimo. Que é onde ele tem os cuidados permanentes, de verdade, de familiares. Onde, pelo menos ali, a gente fica menos preocupado com relação à saúde dele, com relação ao refluxo dele, com relação a possível broncoaspirar", disse o senador.
O parlamentar elevou o tom da crítica, acusando os responsáveis pela decisão: "O tempo inteiro parece ser uma força-tarefa para matar psicologicamente e fisicamente o presidente Bolsonaro. Isso é muito desumano. Nunca vi nem um traficante de drogas ser tratado desse jeito", declarou Flávio Bolsonaro que visitou o pai na sede da PF mais cedo e relatou que o ex-chefe do Executivo estava "muito psicologicamente abalado" e "inconformado" com a situação.