O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta terça-feira (25) que não pretende concorrer ao governo estadual em 2026 caso o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) seja candidato à Presidência da República.
Segundo ele, a prioridade será apoiar o aliado, independentemente do cargo que Tarcísio decidir disputar. “Não vou ser candidato. Vou concluir meu mandato até 2028”, disse o prefeito. Nunes afirmou que pretende se dedicar integralmente à campanha do governador, seja à reeleição no estado ou a uma eventual candidatura presidencial.
O prefeito também comentou a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso preventivamente e monitorado por tornozeleira eletrônica. Nunes atribuiu a tentativa de rompimento do equipamento a uma “forte tensão psicológica” e ao uso de medicamentos, citando que não é possível avaliar o episódio sem ter acompanhado de perto. Para o prefeito, o contexto da prisão com monitoramento diário e restrições impostas pela Justiça torna difícil dimensionar o impacto emocional sobre Bolsonaro.
Nunes já havia manifestado solidariedade ao ex-presidente no sábado (22), quando a Polícia Federal o levou para a Superintendência da corporação em Brasília após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ao tratar da sucessão estadual, Nunes apontou o vice-governador Felício Ramuth como o nome natural do grupo político para disputar o Palácio dos Bandeirantes. Ele afirmou, porém, que outras legendas poderão apresentar candidatos e que a construção de alianças deverá envolver vários partidos.
A declaração ocorre em meio à mobilização de aliados de Bolsonaro após a prisão preventiva e à expectativa sobre possíveis rearranjos políticos para 2026, caso Tarcísio assuma o espaço deixado pelo ex-presidente no campo da direita. crie um subtitulo