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Magistrado acusa comandante do Exército de “submissão a Moraes” após prisão de Bolsonaro
Sebastião Coelho critica atuação de Tomás Paiva e apoia nota de clubes militares que questionam condenações na trama golpista
28/11/2025 10h10
Por: Natália Raquel
Foto: : Wilton Junior/ Estadão Conteúdo

O desembargador aposentado Sebastião Coelho voltou a criticar o comandante do Exército, general Tomás Miguel Miné Paiva, após a prisão de oficiais da ativa e da reserva envolvidos na tentativa de golpe de 2022. A reação foi registrada em vídeo publicado nas redes sociais nesta quinta-feira (27).

Coelho elogiou a nota divulgada pela Comissão de Interclubes Militares, que classificou como “injustas” as prisões ordenadas pelo Supremo Tribunal Federal. Segundo o magistrado, o general Tomás Paiva “trilhou pelo caminho de submissão e conivência com Alexandre de Moraes”. Ele disse ainda que Bolsonaro é o único militar preso fora de unidade das Forças Armadas, o que, em sua avaliação, afrontaria o Estatuto dos Militares.

O magistrado também chamou de “covarde” a postura do comandante diante da prisão do ex-presidente. Desde o dia 22, data da detenção de Jair Bolsonaro, Coelho tem publicado críticas frequentes a Tomás Paiva. Em outras mensagens, acusou o general de agir “de cabeça baixa” e de acatar sem questionamentos as decisões do Supremo.

 

 
 
 
 
 
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A nota dos clubes militares, divulgada na quarta-feira (26), questiona a condução do processo e as penas impostas aos oficiais condenados. O texto afirma que o julgamento teria ignorado pontos de divergência levantados pelo ministro Luiz Fux. Os signatários também classificam as punições como “desproporcionais” e afirmam que os militares envolvidos têm histórico considerado ilibado pelas corporações.

O documento ressalta que a discordância não pretende atacar instituições, mas cobrar rigor no cumprimento do devido processo legal. Diz ainda que decisões que restringem a liberdade devem considerar a trajetória e o serviço prestado pelos acusados.

As prisões decorrem das condenações de ex-comandantes e ex-ministros militares do governo Bolsonaro por participação na tentativa de impedir a posse de Lula em 2022. Almir Garnier, condenado a 24 anos, cumpre pena na Estação Rádio da Marinha. Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira, sentenciados a 21 e 19 anos, estão no Comando Militar do Planalto. Braga Netto, condenado a 26 anos, será mantido em unidade do Exército na Vila Militar, no Rio de Janeiro.