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PF apura ataque hacker que derrubou sites de deputados do PL
Operação Intolerans apura ataques do tipo DDoS contra páginas de parlamentares ligados ao projeto que endurece regras sobre aborto no país.
02/12/2025 09h52
Por: Natália Raquel
Polícia Federal no Pará. Foto/ Divulgação / PF

A Polícia Federal investiga uma série de ataques que derrubaram os sites de deputados federais favoráveis ao PL 1.904/2024, conhecido como PL Antiaborto. As páginas ficaram fora do ar no fim de semana de protestos contra o projeto e chegaram a exibir conteúdos irregulares, como um post antigo do presidente Lula no site de Eduardo Bolsonaro, do PL de São Paulo.

 

Os peritos identificaram ataques do tipo negação de serviço (DDoS), que sobrecarregam os servidores e impedem o acesso do público. A ofensiva motivou a Operação Intolerans, deflagrada nesta terça-feira. A PF afirma que há indícios de ação coordenada e atuação em mais de uma localidade, o que levou à cooperação internacional.

 

Levantamento preliminar aponta quatro parlamentares atingidos: Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Alexandre Ramagem (PL-RJ), Bia Kicis (PL-DF) e Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP). No caso de Eduardo Bolsonaro, o site foi invadido e substituído por uma publicação antiga de Lula. As demais páginas ficaram fora do ar por sobrecarga ou erro interno.

 

O ataque ocorreu no mesmo período em que manifestações contra o PL 1.904 ocuparam ruas pelo país. Após a queda dos sites, um perfil anônimo na rede X assumiu a autoria, chamou os deputados de “bancada do estupro” e comemorou a derrubada das páginas.

 

A PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão em São Paulo e Curitiba para identificar os envolvidos e rastrear a origem dos disparos. A corporação afirma que trata o caso como ação articulada e que a investigação segue em sigilo.