O levantamento conduzido pela AtlasIntel/Bloomberg, tornado público nesta terça-feira (2), indica que a rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) superou novamente o patamar de aceitação. O índice de reprovação elevou-se de 48,1% em outubro para 50,7% em novembro. Em contrapartida, a aprovação diminuiu de 51,2% para 48,6%, um panorama que se assemelha ao registrado em agosto, quando a desaprovação alcançou 51%.
As percepções sobre o mandato também sofreram um declínio. Segundo a pesquisa de novembro, 48,6% da população classifica a administração como ruim ou péssima (um acréscimo de 1,4% em relação ao mês antecedente). Por outro lado, 44,4% dos cidadãos brasileiros consideram o governo como ótimo ou bom (uma redução de 3,6%). O estudo entrevistou 5.510 indivíduos no Brasil entre 22 e 27 de novembro, apresentando uma margem de erro de um ponto percentual e um nível de confiança de 95%.
A estimativa ainda esmiúça a dicotomia da aprovação em diversos segmentos populacionais. A popularidade de Lula é mais expressiva entre os agnósticos e ateus (82,1%), indivíduos com rendimento familiar superior a R$ 10 mil (62,2%), a faixa etária dos 45 aos 59 anos (61,7%), residentes do Nordeste (58,7%), e o público feminino (58,4%). Em contrapartida, a reprovação é mais acentuada entre os evangélicos (72,1%), habitantes do Centro-Oeste (69,9%), o grupo etário dos 16 aos 24 anos (68,1%), e o público masculino (61,1%).
Relativamente aos desafios mais prementes do Brasil, a criminalidade e o comércio ilícito de entorpecentes atingiram o pico mais alto em mais de doze meses, sendo mencionados por 63% da população. Subsequentemente, a corrupção permanece como a segunda maior dificuldade, inquietando 60% dos brasileiros.