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Após conversa com Trump, Lula mantém esperanças de nova revogação do tarifaço
Conversa entre os dois mandatários ocorreu na terça (2) e durou cerca de 40 minutos
03/12/2025 12h17 Atualizada há 9 meses
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Presidentes Lula e Trump - Reprodução: Ricardo Stuckert/PR

O líder da nação, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), expressou sua confiança de que o Brasil receberá informações favoráveis sobre a revogação de impostos alfandegários aplicados ao país pela administração americana. Lula dialogou por telefone com Donald Trump na terça-feira (2).

"Da mesma forma que o povo teve uma notícia ruim quando o Trump anunciou a taxação, acho que está perto de ouvir uma notícia boa", declarou Lula durante entrevista à TV Verdes Mares, de Fortaleza.

Lula contatou Trump enquanto estava na refinaria Abreu e Lima, localizada em Ipojuca, no interior do estado de Pernambuco. Embora tenha elogiado a eliminação da sobretaxa de 40% imposta pelos EUA a mercadorias brasileiras como café, carnes e frutas, o presidente solicitou ao americano que agilizasse as discussões para diminuir as alíquotas de 22% dos artigos exportados pelo Brasil que ainda se deparam com esse obstáculo.

"Fora dos Holofotes, É Outra Pessoa"

Durante a conversa com a TV Verdes Mares, Lula mencionou ainda que, longe das atenções midiáticas, Trump "é outra pessoa": "Eu posso dizer que, toda vez que eu converso com o Trump, eu me surpreendo. Porque, muitas vezes, você vê o Trump na televisão, muito nervoso. Na conversa pessoal, ele é outra pessoa. Eu fiz questão de dizer para ele, temos dois Trump: o da televisão, e o da conversa pessoal".

Na terça-feira (2), após o telefonema, em um evento na Casa Branca para anunciar uma doação da Dell ao Trump Accounts, Trump foi interrogado por jornalistas a respeito do contato com o presidente brasileiro. Ele afirmou que teve uma "boa conversa" com o chefe de Estado do Brasil e elogiou Lula. "Eu gosto dele".

"Tivemos uma boa conversa. Falamos mais sobre o comércio e sanções econômicas contra o Brasil. Mas, sabem, gosto dele", disse, sem adicionar pormenores. Esta foi a terceira ocasião em que os líderes conversaram desde que as medidas punitivas foram estabelecidas pelos EUA contra o Brasil.