Nesta quinta-feira (4), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) vetou a solicitação de depoimento de Ricardo Bimbo, que chefia o Setorial Nacional de Tecnologia e Informação do Partido dos Trabalhadores (PT). A bancada que apoia o governo orientou a votação contrária ao requerimento.
A imprensa noticiou que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou transações financeiras questionáveis entre Bimbo e uma empresa investigada por possível participação no esquema de subtração de verbas de aposentadorias e pensões do INSS: a ADS Soluções e Marketing.
De acordo com Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) encaminhados ao colegiado parlamentar, os pagamentos direcionados à pessoa física ocorreram no período compreendido entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2024. Adicionalmente, entre agosto de 2023 e julho de 2024, a ADS efetuou 22 remessas à Datacore que totalizaram R$ 8,29 milhões — sendo que R$ 2,5 milhões foram enviados após Bimbo ter se tornado sócio da Datacore.
Militante do PT desde 1989, Bimbo fez parte da equipe de trabalho na campanha presidencial de Lula em 1998 e ocupou diversas funções na estrutura partidária. Durante a gestão de Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo (2001–2004), ele colaborou com Rui Falcão, então secretário de Governo. Seu nome também foi mencionado em um inquérito do Ministério Público de São Paulo sobre suposto tratamento preferencial a entidades ligadas a ativistas petistas, como o Instituto Florestan Fernandes.