O cenário político nacional foi palco de novas tensões nesse domingo (07). A Ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, disparou críticas contundentes contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O motivo foi a fala do parlamentar sugerindo que sua pretensão ao cargo de Presidente da República em 2026 possui condições financeiras ou políticas.
Ao sair de um evento religioso, o filho do ex-presidente admitiu a hipótese de retirar seu nome da corrida presidencial sob certas circunstâncias.
“Há uma possibilidade de eu não seguir até o fim. Eu tenho um preço para isso, que pretendo negociar. Só vou detalhar amanhã”, disse ele, na manhã deste domingo.
Especula-se que o "valor" mencionado pelo senador esteja atrelado à concessão de perdão judicial aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro, incluindo seu pai, Jair Bolsonaro, que cumpre sentença de 27 anos e três meses.
Em declaração à CNN, Gleisi Hoffmann classificou a atitude como uma manobra intimidatória e assegurou que não haverá concessão de anistia.
“Chantagem é só o que eles sabem fazer. Já fizeram isso com o tarifaço de Eduardo e Jair Bolsonaro. E fracassaram, porque Lula não se curvou. Agora lançam essa farsa de candidatura para ameaçar de novo o país”, afirmou a ministra.
A oficialização de Flávio como o herdeiro político para 2026 ocorreu na última sexta-feira (05), por determinação direta de Jair Bolsonaro. Ao aceitar a tarefa, o senador ressaltou o peso da confiança depositada.
“É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação.”
Dentro do clã Bolsonaro, Flávio é visto como a figura de maior estabilidade política e melhor diálogo com o setor produtivo, sendo considerado um perfil mais equilibrado e previsível do que o de seus irmãos, Carlos e Eduardo.