O relator do Projeto de Lei da Dosimetria, Paulinho da Força, tratou de encerrar qualquer expectativa do bolsonarismo ao afirmar que seu texto não contempla anistia para Jair Bolsonaro. A declaração foi dada ao portal Metrópoles nesta segunda-feira (8) e atinge em cheio a condição imposta por Flávio Bolsonaro para abandonar sua pré-candidatura à Presidência.
Paulinho explicou que o PL, partido do ex-presidente, tem colocado obstáculos à proposta e resiste a aceitar a versão apresentada. Mesmo assim, o deputado destacou que seu texto já reduz de forma expressiva a pena imposta a Bolsonaro, derrubando de 27 anos e 3 meses para 2 anos e 4 meses. “Quer benefício maior que esse?”, afirmou.
A fala do relator surge um dia depois de Flávio reforçar que só desiste da corrida presidencial se o pai estiver livre e apto a voltar às urnas. O senador repetiu que seu “preço” é ver Bolsonaro caminhando pelo país sem restrições.
Segundo o meio de comunicação, o clima nos bastidores, porém, não favorece essa possibilidade. Embora a Câmara tenha aprovado a urgência do projeto que beneficia participantes de manifestações desde o segundo turno de 2022, Paulinho avalia que o texto não tem força no Senado, o que praticamente inviabiliza qualquer avanço para tornar Bolsonaro elegível.
Com isso, a exigência de Flávio perde sustentação política antes mesmo de chegar à mesa de negociação, mas manda um claro recado à oposição e, principalmente, aos apoiadores de seu pai e possíveis eleitores.