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Para Flávio Bolsonaro, somente a derrota de Lula pode salvar Bolsonaro da prisão
Senador afirma ter apoio de Tarcísio, critica centrão, promete segurança radical e defende anistia total para tornar Jair Bolsonaro elegível em 2026
09/12/2025 11h33
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Flávio Bolsonaro - Reprodução: Evaristo Sá/AFP

O parlamentar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) assegurou que sua pretensão de concorrer à Presidência em 2026 é “irreversível” e que somente a derrota do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), impedirá a detenção de seu genitor, Jair Bolsonaro. Em declaração concedida à Folha de S.Paulo, ele acrescentou que não abrirá mão da disputa em favor do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

“Não tem volta. Não é balão de ensaio. Vai ter Bolsonaro na urna em 26”, proclamou. Ele também contestou a ideia de que sua pré-candidatura seria um teste político: “Quem diz isso é quem queria outra decisão do presidente Bolsonaro e agora tenta arrumar desculpa”.

Flávio garantiu ter dialogado “olho no olho” com Tarcísio antes do anúncio e afirmou ter recebido apoio integral. “Ele compreendeu. É leal, transparente. Não existe cenário em que eu seja candidato e ele também. Seria ignorância, e ignorante é tudo o que o Tarcísio não é.”

O senador ressaltou que, caso o grupo do Centrão não o apoie, irá “com o povo” e com o PL às eleições. Ele mencionou que já está elaborando referenciais técnicos para o programa econômico, destacando a defesa de um limite para a proporção dívida/PIB e de estratégias alinhadas ao ex-ministro Paulo Guedes, a quem ele chama de “gênio”.

Sobre o mercado financeiro, Flávio buscou se distinguir do pai: “Tenho o sangue Bolsonaro, mas tenho minhas opiniões. Ele não tomou vacina; eu tomei duas doses. Vocês verão um Bolsonaro centrado”.

Questionado se investigações como o incidente das “rachadinhas” podem prejudicá-lo, ele minimizou: “Isso está arquivado. Nunca tive processo criminal”.

Na área de ordem pública, ele prometeu implementar medidas inspiradas em El Salvador e reforçar o enfrentamento ao crime. “O marginal perigoso vai mofar na cadeia. Se enfrentar a polícia, vai ser neutralizado.”

Flávio voltou a exercer pressão sobre o Congresso para colocar em votação a isenção para o antigo presidente. Ele declarou que somente desistirá da disputa se Jair Bolsonaro estiver livre e puder concorrer. Caso a anistia seja aprovada, mas a incapacidade de ser votado seja mantida, ele assevera que não dará um passo atrás: “Isso não está na mesa. Não vou mais ficar entubando historinha”.

Ele reiterou que a prioridade máxima é vencer Lula: “Não reeleger o Lula é o que vai salvar o Brasil e meu pai da prisão”.