Notícias Trama golpista
PGR pede a condenação dos últimos 6 réus no STF
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou, nesta terça-feira (9/12), pela condenação dos 6 réus que compõem o núcleo 2
09/12/2025 12h50 Atualizada há 9 meses
Por: Marcela Mattiolli Colaboração para Felipeh Campos
Paulo Gonet - Reprodução: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

O chefe do Ministério Público Federal, Paulo Gonet, posicionou-se a favor da aplicação de pena aos seis indivíduos incriminados por tramarem um golpe de Estado em 2022, os quais formam o denominado Núcleo 2. Durante sua exposição oral, Gonet destacou que o coletivo visava a implantação de um "distúrbio social" para suscitar uma intervenção de caráter criminoso.

Gonet frisou ainda que “o cenário que estava sendo promovido era de aberta violência imposta à premissa sobre a materialidade do crime”. “É certo que os denunciados neste processo aderiram aos propósitos ilícitos da organização criminosa e contribuíram para os eventos penalmente relevantes em apreço”, declarou o PGR, no decorrer da sessão de julgamento.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu início, nesta terça-feira (9), à análise dos membros do segundo grupo da conspiração golpista, acusados de atuar na coordenação de movimentos para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

Os réus respondem à instauração do processo após acusação formal da PGR, que os inculpa por utilizar a estrutura estatal, especialmente a Polícia Rodoviária Federal (PRF), de forma irregular. Gonet enfatizou que os cidadãos processados agiram para dificultar o acesso dos votantes aos locais de votação no segundo turno das eleições de 2022 — principalmente na Região Nordeste, o maior polo eleitoral de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na ocasião oponente de Bolsonaro na corrida presidencial.

Os Integrantes do Grupo

Os acusados são:

Além destes, também são alvos da ação penal:

Todos os indivíduos processados enfrentam acusações pelos ilícitos de tentativa de eliminação violenta do Estado Democrático de Direito, empreendimento de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, danificação qualificada e deterioração de bens históricos protegidos.