Em meio a uma escalada de tensões na América Latina, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou publicamente a pressão sobre o regime de Nicolás Maduro na Venezuela. Em entrevista concedida na segunda-feira (8) ao portal americano Politico, Trump foi categórico ao afirmar que os dias do ditador venezuelano no poder "estão contados".
A declaração ocorre em um momento de forte mobilização militar americana na região, sob a justificativa de combate ao narcotráfico.
O ponto mais sensível e que eleva o alerta na região é a recusa de Trump em descartar o envio de tropas dos EUA ao território venezuelano. Questionado sobre a possibilidade de uma incursão terrestre para derrubar Maduro ou atingir alvos de narcotráfico, o presidente adotou um tom evasivo, mas ameaçador: "Não quero confirmar nem descartar. Não falo sobre isso [estratégia militar]", disse Trump.
A intensa tensão entre Donald Trump e a Venezuela é impulsionada pela busca por uma mudança de regime por parte dos EUA, que veem Nicolás Maduro como um ditador ilegítimo, e é justificada pela segurança nacional americana, centrada no combate ao narcotráfico e na repressão aos cartéis venezuelanos. Além disso, Trump utilizou a crise venezuelana para sustentar sua pauta de controle de fronteiras, acusando Caracas de esvaziar prisões e enviar criminosos para os EUA, ao mesmo tempo em que a Casa Branca busca diminuir a influência de adversários geopolíticos como Rússia e China na América Latina.